Na orelha da bola
Footloose
Gosto de pensar no que vou escrever enquanto dirijo. Até aqui, nunca bati o carro nem atropelei tatu na estrada por conta disso. Hoje (ontem para você), o tocador de CD agarrou um repeat em Footloose, música-tema daquele filme com o Kevin Bacon que os nascidos na década de 1970 viram 457 vezes nas Sessões da Tarde dos anos 80, e eu deixei por isso mesmo. Enquanto Kenny Loggins cantava, comecei a pensar em quem hoje no futebol tira o adversário para dançar.
Driblar não é exclusividade de craque, que fique claro. Tem muito cabeça de bagre aí que é liso feito mussum, come um, dois, três e depois não sabe o que fazer com a bola. Não é o caso de Neymar, exceção, dançarino bom de bola. Ou de Messi, bailarino que tem imposto a seus adversários tragédias daquelas de inspirar tango. Ou mesmo de Cristiano Ronaldo, outro que gosta de dar espetáculo. Firulento, mas ainda assim goleador.
Fui riscando a lista com os olhos no asfalto, mas por aqui… Valdívia tem aquele drible esquisito; Ronaldinho Gaúcho já soube tudo, mas parece que não lembra nada, como Robinho, que está lá fora; Montillo não é especialista na matéria, nem Conca… D’Alessandro é bom no negócio, mas inconstante demais. Driblador mesmo, tipo Edilson Capetinha, Denilson (trazer Garrincha à baila seria apelação)… não lembrei. Só Neymar. Está faltando Kevin Bacon nos gramados do Brasil.
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E o Cesar Romero liga aqui outro dia e diz que, antes dos shows do Paul McCartney no Engenhão vai ter show no Estádio Municipal, sábado. De quem? Do Maicosuel! Será?









