Ouça agora

Papo de gandula


Por WALLACE MATTOS

02/07/2013 às 07h00

Extraordinário

Caros e caras, disse aqui nesse nosso Papo da última semana que uma equipe mais cascuda poderia aproveitar as falhas da Espanha para batê-la. Quis o destino que fosse o Brasil a colocar um fim na fama de imbatível de La Roja com uma receita básica: dedicação extrema na marcação e habituais doses de competência e habilidade com a bola no pé. Jogando uma partida extraordinária – portanto, fora do comum, do estabelecido, notável e fabuloso como diz aqui meu Houaiss Eletrônico -, a Família Scolari 2.0 elevou seu patamar diante dos olhos pasmos dos EX-panhóis e do restante do mundo.

O título da Copa das Confederações não nos contenta, queremos a Copa do Mundo no ano que vem, mas ele traz confiança. Principalmente pela maneira como ele foi conquistado e não só no jogo final. Os atletas brasileiros levaram ao extremo o velho dito – muita vezes tido como mito – de que se o Brasil se igualar em vontade e aplicação tática, nenhuma seleção é capaz de nos derrotar na bola. Os caras de amarelo comprovaram isso com chave de ouro, deixando pelo caminho um Xavi de olhos estatelados, um Iniesta ineficiente, um Piqué avermelhado e um Del Bosque apelando para Jesus (Navas). Não ia adiantar. Nem Ctrl+S salvaria a EX-panha.

O Brasilzão Doutrinador de Felipão colocou os meninos de vermelho no colo e deu umas boas palmadas em quem achou que viria aqui no nosso país pegar de uma vez por todas o bastão de futebol mais fantástico do planeta. Depois do fim, fico com a definição de um desses espanhóis que apareceu em uma das muitas matérias exibidas durante o dia de ontem: perdemos para os melhores do mundo. Nós somos apenas os atuais campeões mundiais. Extraordinário!