Mais perto da profissionalização
Depois da conquista do vice-campeonato dos Jogos de Minas 2013, ajudando Juiz de Fora a ficar com o inédito título geral das modalidades coletivas da competição criada no ano passado e que sucedeu os Jogos do Interior de Minas Gerais (Jimi), o time de futsal do Clube Bom Pastor começa a colher os frutos da boa campanha. Dois atletas juiz-foranos se apresentam amanhã à equipe do Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, que venceu a final do torneio por 12 a 1 e reconheceu talentos em meio ao grupo reduzido do Auriazul, que atuou apenas com seis atletas na fase final, disputada em Varginha, enquanto os adversários tinha times completos, com 12 jogadores por partida, entre titulares e reservas.
O ala Thiago Inácio, 19 anos, e o pivô Lucas Pereira, 17, passam a integrar o elenco do Minas a partir dessa semana. A dupla aposta no sonho de viver do esporte e, mesmo sabendo que as dificuldades vão aparecer, ambos vão se jogar de cabeça para permanecer na mais prestigiada equipe de futsal do estado. "A expectativa é boa. É um oportunidade para mudar de vida. Agora é mostrar serviço, me empenhando nos treinos com muita dedicação. É o começo de um sonho, tomara que dê certo", torce Thiaguinho. "Tínhamos uma noção que isso poderia acontecer depois do desempenho nos Jogos de Minas. Veio a notícia e ficamos muito felizes. No início, vamos ter dificuldades, mas com vontade vamos superar, estou certo", acredita Lucão.
Ambos já tiveram experiências anteriores no futsal fora de casa. Assim, com o que deu errado nas outras vezes nas quais estiveram perto de seguir o sonho de se profissionalizar no esporte, vão encarar com mais experiência a chance que agora terão na capital mineira. "Já tive uma experiência no Flamengo, no Rio, com 14 anos. Não deu certo porque era a primeira experiência fora da minha cidade. Não me sentia tão maduro. Mas acabou me preparando para outras, como essa de agora", acredita Lucão. "Já joguei em São Paulo e no Rio, quando tinha 14 anos. Mas eu era muito novo e não tinha ninguém para olhar por mim, dar um empurrãozinho quando saí da cidade. Hoje sei que essas experiências me fizeram crescer e posso usá-las para me dar bem desta vez no Minas", diz Thiaguinho.
Par despertar a atenção, além de atuar contra o clube de Belo Horizonte na decisão, a dupla fez parte de um time que causou espanto na fase final dos Jogos de Minas. Com apenas seis atletas, o sub-20 do Bom Pastor chegou à final contra equipes adultas que tinham todas as possibilidades de trocas no banco. Cada um destaca um ponto relevante da conquista. "Esse vice mostrou que temos qualidade e podemos jogar de igual para igual com qualquer um. O que mais me marcou foi que perdemos a primeira fase e fomos convidados para a etapa decisiva. Mas, nas quartas de final, fizemos 8 a 1 em Coronel Pacheco, que havia nos vencido em Juiz de Fora", conta Lucão. "Os Jogos de Minas nos abriram essas portas, mas temos que dividir os méritos com nosso treinador, Sérgio Moraes, que acreditou em nós, tem o grupo na mão e fez de tudo para que conseguíssemos nos superar", completa Thiaguinho.
Com aval
Para o comandante da dupla no Bom Pastor, Sérgio Moraes, os garotos têm plenas condições vingar no Minas. O treinador sabe que seu trabalho em Juiz de Fora tende a levar seus pupilos para fora de cidade, mas nem por isso o professor ficará sem contato com seus alunos. "Trabalhamos com todo o respaldo do clube para fazer o melhor, e essa campanha nos Jogos de Minas chamou mesmo a atenção. Tanto que eles estão indo para o sub-20, mas já com intenção de aproveitá-los junto ao time principal. Claro que o caminho natural é eles deixarem a cidade para tentar seguir carreira. Acredito que desta vez se darão bem. Eu estarei sempre os ajudando e assessorando, mesmo de longe, em tudo que posso", garante o treinador.









