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Sem preparação com bola, JF Vôlei inicia playoffs da Superliga B contra o Niterói

Devido ao lockdown na cidade, clube ficou sem quadra e focou em recuperação física de atletas; partida desta quarta é no município fluminense, às 18h


Por Tribuna

17/03/2021 às 07h00

Após uma primeira fase irretocável, com vitórias em todas as sete rodadas e a liderança assegurada, o JF Vôlei volta a quadra, com estreia nos playoffs da Superliga B nesta quarta-feira (17). A partir das 18h, a equipe local encara o Niterói, no Ginásio do Colégio Plínio Leite, na cidade fluminense homônima do adversário juiz-forano. O confronto é o primeiro de, pelo menos, dois duelos, por conta da classificação às semifinais ser definida em melhor de três jogos.

Na primeira fase, o Niterói foi o lanterna com apenas 2 pontos ganhos em sete partidas, oriundos de duas derrotas no tie-break, visto que a equipe do estado do Rio de Janeiro não venceu ainda na competição. No duelo contra o JF Vôlei na primeira fase, realizado no dia 27 de fevereiro, também em território fluminense, os comandados pelo técnico Marcos Henrique conquistaram triunfo por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 17/25, 19/25 e 23/25.

Apesar do histórico amplamente favorável aos juiz-foranos, Marcão vê não apenas um jogo distinto do anterior, como uma nova competição pelas características do mata-mata. “Será um confronto diferente, eles não têm nada a perder. Possuem um time qualificado, com bons atacantes e linha de passe, um levantador ousado e tudo isso é muito perigoso. Precisamos de muita cautela, trabalhamos muito para conseguir vencer”, declarou à Tribuna.

Outro desafio é o fato de que o JF Vôlei foi impossibilitado de treinar com bola em quadras da cidade desde a semana passada, em função do decreto de lockdown. Diante disto, a equipe priorizou a recuperação física dos atletas em função do desgaste pela sequência de jogos e também pelas viagens, já que o time não teve a liberação do Ginásio da Faefid pela UFJF e transferiu as suas partidas para o Ginásio do Riacho, em Contagem (MG), mas com treinos mantidos em Juiz de Fora, como na AABB.

“Ficamos sem quadra e tivemos que priorizar a questão física. Enquanto foi possível, treinamos na academia do Cipriani (Filipe, analista de desempenho), em Matias Barbosa, e tentamos recuperar os meninos com a fisioterapia. Precisávamos desse trabalho e foi muito bem feito”, analisou Marcos Henrique, que evitou projetar qualquer prejuízo para o jogo em relação ao adversário, que treinou em quadra normalmente. “Não parei para avaliar isso, sinceramente. Em Niterói teremos uma noção melhor, mas acredito muito no que foi realizado, todos trabalharam muito bem.”

JF Volei
JF Vôlei venceu o jogo em Niterói por 3 a 1, de virada, na primeira fase (Foto: Niterói Vôlei/Divulgação)

‘Quanto mais evoluímos, vejo um horizonte melhor’

Questionado sobre o nível de entendimento de jogo que sua equipe chega para os playoffs, Marcos Henrique elogiou a produção até aqui, mas com um espaço significativo de crescimento para que o sonhado acesso venha. “Estou muito feliz, essa aplicação está melhor do que esperava, mas longe do que eu gostaria. Treinamos muito, crescemos e quanto mais evoluímos, vejo um horizonte melhor. Por isso vejo uma possibilidade de crescimento muito grande a cada jogo”, destacou.

Para o duelo desta quarta, caso o treinador opte pela formação mais utilizada na primeira fase, o JF Vôlei entrará em quadra com o levantador Gustavo, o oposto Luis Paolinetti, os centrais Bruno e Fernando Pilan, os pontas Maurício Viller e Matheus Celestino, além do líbero Dayan.

Toda a fase quartas de final é disputada em melhor de três jogos. Na teoria, o JF Vôlei, pela melhor classificação na primeira fase, teria a vantagem de disputar o segundo duelo e o terceiro – se necessário – em casa. No entanto, com a onda roxa em Minas, todas as partidas serão realizadas em Niterói, com a segunda neste sábado (20) e a última, Se houver, no domingo.