Cemig registra mais de 3,6 mil colisões em postes no estado em 2020
Acidentes prejudicaram o fornecimento de energia para mais de 1,3 milhão de clientes na área de concessão da companhia; a média é de dez ocorrências por dia
A colisão de veículos em postes da Cemig se tornou uma cena comum nas principais cidades de todas as regiões de Minas Gerais. Esse tipo de acidente, na maioria das vezes, derruba a estrutura, atrapalha o trânsito e deixa parte da população local sem luz. Um levantamento da companhia divulgado nesta quarta-feira (3) indica que houve 3.650 ocorrências dessa natureza no estado em 2020. Esses acidentes prejudicaram o fornecimento de energia para mais de 1,3 milhão de clientes da empresa. A pesquisa informa que a média é de dez colisões de veículos em postes por dia na área de concessão da empresa, que abrange 774 cidades mineiras. Além de dano material, esse tipo de acidente pode colocar a vida do condutor e de outras pessoas em risco.
O gerente de Expansão e Manutenção Preventiva da Média e Baixa Tensão da Distribuição Metropolitana da Cemig, Marcelo Roger da Silva, alerta o risco de um indivíduo sofrer um choque elétrico, caso algum fio esteja caído no chão. “Pode ser de até 13 mil volts, caso seja uma rede de média tensão.” O especialista aponta que o único caso em que a pessoa deve deixar o veículo imediatamente é em situações de incêndio. Nessas ocasiões se for necessário sair do veículo, o cidadão nunca deve tocar a estrutura do automóvel e no solo ao mesmo tempo. Porque ele se tornará o caminho entre a corrente elétrica e o solo. A consequência pode ser fatal ou causar queimaduras gravíssimas.
De acordo com o gerente, é importante ressaltar também que, quando um poste é danificado, uma equipe de emergência é deslocada para avaliar a situação e definir as ações que deverão ser realizadas. “Geralmente, os serviços são complexos e demandam tempo e diversas equipes, pois envolvem o isolamento da área afetada, a retirada do veículo e a substituição ou reconstrução do poste quebrado e da rede elétrica, o que traz transtornos ao trânsito e à população”, afirma.
Além disso, o trabalho de manutenção costuma depender também da ação de outros agentes públicos, como policiais militares, agentes de trânsito e bombeiros, uma vez que os acidentes podem gerar vítimas, incêndios e interdições de vias. “Vale lembrar que, quando há realização de inquérito policial, as equipes da Cemig só conseguem iniciar os trabalhos de reparo da rede elétrica após receberem autorização da polícia”, destaca Marcelo Roger.

Custos devem ser arcados pelo dono do veículo
O motorista causador do acidente tem o prazo de até 60 dias para ressarcir os danos causados à rede da Cemig. De acordo com a empresa somente a estrutura do poste custa, em média, cerca de R$ 4 mil. E o valor pode subir para até R$ 10 mil em caso de danos a equipamentos, como transformadores e religadores. Em Minas Gerais, a média é de dez postes derrubados por colisões de veículos diariamente.
Paliativo técnico
Para o restabelecimento de energia o mais breve possível, a Cemig realiza um procedimento paliativo. Em diversas ocorrências, a companhia apoia o poste derrubado pela colisão de veículos temporariamente com uma peça de madeira. A empresa indica que esse serviço técnico é totalmente seguro e deixa a estrutura com resistência semelhante ao estado original. Essa abordagem é adotada por ser inviável a troca do poste naquele momento, devido às condições do local da colisão, maior tempo para a substituição definitiva e necessidade de liberação da via pelas autoridades de trânsito.
Para efetuar a substituição do poste, é necessário avisar todos os clientes que terão o fornecimento interrompido para a realização do serviço. Assim como, fazer contato e alinhar com as empresas de processamento de dados como telefonia, TV a cabo e internet, que devem regularizar a fiação de sua responsabilidade que porventura tenha sido danificada pela ocorrência.









