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Eleição de conselho gera polêmica no Tupi


Por Renato Salles

12/10/2011 às 07h00

Às vésperas do pleito que irá definir o grupo que comanda o Tupi no biênio 2012/2013, no próximo sábado, dia 15, a campanha eleitoral vai além da busca por votos e abre espaços para questionamentos nos bastidores. Ontem, o ex-presidente José Luiz Mauler Júnior, o Juninho, candidato à presidente pela chapa de oposição (Galo de Briga), questionou a convocação de uma reunião ordinária do Conselho Deliberativo para o dia 12 de novembro. O edital, publicado na última sexta-feira na Tribuna, prevê as eleições do presidente, do vice-presidente e do secretário do novo Conselho Deliberativo; dos membros efetivos e suplentes dos conselhos Consultivo e Fiscal; e do presidente executivo e vice-presidente administrativo. O documento foi assinado por Abemar Tadeu, atual presidente do conselho e candidato a vice-presidente pela chapa de situação (Amor pelo Tupi – Carijó Forte). Burocraticamente, o encontro oficializa o resultado das urnas.

O mandato do atual conselho acaba no dia 31 de outubro. E o novo, eleito no dia 15, assume no dia 1º de novembro. Cabe ao novo conselho conduzir esse encontro. Eles não poderiam agendar essa reunião, que deveria ser marcada pela chapa eleita. Enxergo isso como uma tentativa de manipulação, já que o atual conselho é comandado por integrantes da chapa de situação, aponta Juninho.

Abemar rechaçou as insinuações do oponente e garantiu que a convocação do edital está de acordo com o estatuto do clube. Ele (Juninho) está querendo tumultuar. O conselho atual precisa convocar a reunião que irá definir a próxima mesa diretora. A partir daí, será passado o bastão para o grupo eleito, que dará sequência à reunião. É a quarta vez que sou presidente do conselho. Nunca houve problemas. Independente da chapa eleita, o conselho é isento e trabalha para repassar o comando do clube de maneira correta.

Juninho também condenou o prazo estipulado para inscrição dos candidatos a presidente executivo e vice-presidente administrativo do clube, que se encerra amanhã, às 18h. Foi marcado para o dia seguinte a um feriado. Colocaram ainda que não cabe nenhum tipo de recurso. Isso é inconstitucional. Sobre a data, Abemar foi taxativo. Está tudo dentro daquilo que prevê o estatuto e respeita o prazo de 30 dias que antecede a data da reunião.