Papo de Gandula
O que interessa
Caros e caras, findados todos os estaduais importantes – o do Rio já acabou há mais ou menos uma eternidade – é hora de embalar para a disputa do Campeonato Brasileiro que, vamos e venhamos, para os times grandes, é o que interessa. Sim, sei que Fluminense e Atlético-MG vão continuar dividindo, nesse início, a atenção entre o Nacional e a Libertadores, mas o resto da turma tem que procurar fazer um início de competição bom para chegar à parada para a Copa das Confederações com tranquilidade para trabalhar. Mas não está fácil de isso acontecer para todo mundo não. Dos times que mexem com a emoção do torcedor local, tirando o Botafogo, mais do que formado, mostrando competência ímpar ao vencer o Carioca e desde já um dos candidatos às primeiras colocações do Brasileirão, as outras agremiações mais queridas pela torcida juiz-forana não terão vida fácil nessas cinco rodadas iniciais.
Já disse que Flu e Atlético têm a disputa continental, e aí pode morar o perigo. Em caso de início ruim no Nacional, certamente a frase ‘o foco é a conquista da Libertadores’ aparecerá nas Laranjeiras ou em Vespasiano. Mas em caso de uma eliminação, lembrando que se os dois passarem de seus adversários nas quartas necessariamente irão se enfrentar nas semifinais da luta pelo título das Américas, um início ruim de Brasileiro pode fazer o ano todo escorrer pelas mãos. O caso do time de Belo Horizonte me parece ainda mais peculiar. A meu ver, os comandados de Cuca estão chegando forte demais a uma fase não tão aguda da Libertadores e pode faltar esse algo mais que têm dado agora lá na frente. É bom ter em mente que o título mineiro não consola ninguém.
O Vasco junta os cacos e parece meio perdido no quebra-cabeças que virou a crise financeira e técnica em São Januário. Como já disse Renê Simões, só mesmo o torcedor para salvar a equipe, mas esse não entra em campo, e com esse time atual não me admira que o clube da Colina vá para a intertemporada com resultados negativos acumulados e, se não sem técnico, com Paulo Autuori pressionado. Flamengo e Cruzeiro me parecem praticamente no mesmo estágio. Ambos remontando time, o primeiro apostando em política de pés no chão contratando desconhecidos e apostas – até mesmo Marcelo Moreno é uma aposta -, e o segundo em medalhões. Ainda não sei quem está certo, mas para ambas as torcidas confiarem novamente tanto no Urubu como na Raposa, esse início de Brasileirão tem que ser avassalador, o que duvido que irá acontecer para um ou outro.
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Para não fugir de falar do jogo-treino do Tupi no Estádio Municipal que terminou no empate sem gols com o Duque de Caxias, o Carijó esteve dentro do que eu esperava. Não foi uma melhora da água para o vinho do amistoso no qual a equipe juiz-forana acabou sendo goleada por 5 a 1 pelo Vasco após apenas três dias de treino, mas já melhorou. As peças que chegaram deram mais alternativas para a montagem do time pelo técnico Felipe Surian, mas ainda sinto falta de um meia – garanto que o treinador também – para pegar e tomar conta dessa armação do meio de campo. Sei que esse jogador é difícil de encontrar inclusive em grandes equipes do país, mas se não for chegar alguém para o posto ou os já integrados ao elenco não evoluírem para alguém dizer presente ao comandante carijó, é bom repensar até mesmo o sistema de jogo do Alvinegro de Santa Terezinha para essa Série D. Menos mal que após duas rodadas a Quarta Divisão também vai parar, e possíveis erros podem ser corrigidos ou mesmo novas idéias trabalhadas.








