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No Japão, ex-Tupi Maguinho comemora volta gradual da torcida aos estádios

Lateral do Yokohama FC revelado pelo Carijó ainda lamenta o momento vivido pelo clube juiz-forano, de onde guardou carinho


Por Iuri Fontana, estagiário sob a supervisão do editor Bruno Kaehler

13/10/2020 às 06h58

Maguinho foto Reprodução Instagram Yokohama4
Camisa número 3 do Yokohama FC, Maguinho está no Japão desde 2019 (Foto: Yokohama FC)

De Juiz de Fora para o Japão. Essa foi a rota do lateral-direito Maguinho, revelado nas categorias de base do Tupi e que hoje atua pelo Yokohama FC em terras nipônicas. Natural de Dores do Turvo (MG), distante cerca de 90km de Juiz de Fora, Magno José da Silva, que ficou mais de um mês sem jogar por conta de uma lesão no ombro, conversou com a Tribuna sobre o seu recente retorno aos gramados e a gradual volta do público aos estádios japoneses.

O atleta, já mais experiente, agora com 28 anos, atuou no Alvinegro de Santa Terezinha entre 2009 e 2015 e, antes de cruzar o Oceano Pacífico, reuniu passagens por América (RN), Capivariano (SP), onde disputou um Campeonato Paulista em 2016, e Vila Nova (GO), agremiação em que mais atuou profissionalmente, por dois anos e meio, e que nutre profunda admiração.

“Foi o clube que eu fiquei mais tempo e o que eu tenho mais identidade”, pontua o atleta. Entretanto, o sentimento pelo Carijó, que o revelou ao futebol, nunca parou, como o próprio atleta admite. “Eu acompanho o Tupi principalmente pelas redes sociais. No atual momento a gente fica muito triste pela situação do clube e torce muito para que se recupere logo para voltar a ser o Tupi dos velhos tempos, que movimenta bastante a cidade e que dá muitas alegrias aos torcedores”, avalia o profissional que, na época do Galo, era considerado um coringa pelos treinadores, chegando a atuar não somente na lateral, como de volante e ponta-direita.

A chegada ao Japão ocorreu em 2019, em defesa do time Kawazaki Frontale, e foi vitoriosa. O jogador conquistou uma Copa da Liga Japonesa e uma Supercopa. Nesta temporada, completando um ano no futebol japonês, se transferiu para o Yokohama FC, ao Sul de Tóquio, onde atua pela primeira divisão do Japão, a chamada J. League. Maguinho fez seu primeiro jogo no início deste mês, após quase 50 dias parado por conta de uma lesão. “Eu tive uma luxação no ombro direito que acabou me deixando de fora dos gramados durante um mês e 20 dias. E graças a Deus agora eu voltei a jogar, estou me sentindo bem melhor e esperançoso para poder continuar a ajudar a equipe a vencer os jogos.”

Volta do público aos estádios

02 torcida no estádio com máscara
No Japão, torcida pode comparecer aos jogos desde julho respeitando protocolos de segurança (Foto: Yokohama FC)

Em julho último, os duelos válidos pela J. League voltaram a poder receber torcedores nas arquibancadas, mas com o limite de 5 mil pessoas por partida seguindo os protocolos sanitários do governo japonês, observando a redução dos casos de coronavírus como uma oportunidade de trazer, gradualmente, os fãs do futebol de volta aos estádios. Além disso, todos os espectadores tinham a obrigação de usar máscara – o que permanece -, além de respeitar o distanciamento social e, inclusive, não gritar ou cantar, apenas aplaudir.

“Eles têm um cuidado muito grande aqui com a questão do torcedor. Quando retornarmos à J. League, não tínhamos torcida. Aos poucos eles foram determinando o número de torcedores e, conforme o tempo vai passando, está aumentando devido ao cuidado de todos os amantes do futebol de sempre usarem máscaras e com a higienização. Tendo em vista que o número de casos não está crescendo, proporcionalmente eles estão aumentando o número de pessoas nos estádios também.”

Para o atleta, que já jogou com e sem torcida no estádio, a expectativa natural é de que a pandemia seja superada e em breve mais pessoas possam frequentar os espaços para que os jogos ganhem ainda mais emoção. “Foi difícil jogar sem o torcedor. É um pouco complicado porque a torcida que traz ainda mais emoção para o futebol e para nós, que estamos ali dentro do campo. Infelizmente tivemos que ficar um período sem o apoio deles, mas agora já estão voltando e espero que logo, logo tudo esteja 100% e eles possam estar nos apoiando 100% também.”