BB tem R$ 250 mi para JF

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Adicionar Tribuna de MinasO Banco do Brasil (BB) irá financiar casas do programa Minha casa, minha vida em Juiz de Fora. O contrato já foi assinado com a Prefeitura na última quinta-feira, prevendo investimento de até R$ 250 milhões para a construção de 3.800 moradias para famílias com renda de até três salários mínimos, no período entre 2014 e 2017. Desta forma, o programa do Governo federal contará com a participação de duas instituições financeiras na cidade, visto que a Caixa Econômica já financia imóveis através do projeto.
Para o presidente da Emcasa, Luiz Carlos dos Santos, a adesão do BB irá beneficiar o município e contribuir para a realização de um novo formato do programa na cidade. Junto com o banco vêm novas construtoras e projetos. A instituição também está empenhada em contribuir com a nossa proposta de criação de conjuntos habitacionais menores e mais pulverizados, a fim de causar menos impacto nas estruturas de saúde, educação, transporte público e segurança. Ele destaca que o BB será um reforço a mais para sanar o déficit habitacional juiz-forano, estimado em nove mil moradias.
O superintendente regional do BB, Alberto Maia Valério, revela que cada habitação terá custo médio de R$ 65 mil. A proposta é que sejam feitas 3.800 unidades, mas o número pode variar de acordo com a capacidade comportada pela cidade, explica. A preocupação de todos é que o crescimento e o desenvolvimento aconteçam de forma ordenada, pondera. Para isso, a Emcasa estuda as possibilidades de localização dos novos empreendimentos. A busca por terrenos é um trabalho árduo, pois levamos em consideração a condição dos equipamentos públicos de atender a nova demanda que se forma com a construção dos conjuntos habitacionais, informa Santos.
Reformulação
Além do novo formato de conjuntos habitacionais, o presidente da Emcasa, Luiz Carlos Santos, afirma que o Minha casa, minha vida passará por outras reformulações. Estamos estudando um cadastro mais rigoroso para que sejam atendidas as famílias que realmente precisam. O número de candidatos a uma moradia cadastrados na Prefeitura passa de 25 mil e é quase três vezes maior do que a estimativa oficial de déficit habitacional (nove mil). Desde 2010, 4.310 famílias foram beneficiadas pelo programa no município.
Desistência
A construção do Residencial Esmeralda, no Bairro Filgueiras, foi descartada pela Caixa Econômica Federal. O empreendimento previa a criação de 600 moradias e teria investimento de R$ 39 milhões. O contrato para a realização do projeto seria assinado até o início de julho, e a entrega aconteceria até o fim da atual administração da Prefeitura. De acordo com informações da assessoria da Caixa, a desistência do empreendimento ocorreu pela falta de condições que viabilizassem a estrutura da edificação. A justificativa também contempla o modelo do empreendimento, que seria incompatível com o novo formato de criação de conjuntos habitacionais menores.









