Agenda debate agronegócio da Zona da Mata
Aumentar a produtividade e garantir diversificação e qualidade ao agronegócio regional foram as metas definidas na segunda reunião temática da Agenda de Desenvolvimento Econômico da Zona da Mata. O encontro, realizado ontem no Instituto de Laticínios Cândido Tostes, reuniu lideranças empresariais e políticas que debateram estratégias para fomentar o desenvolvimento do setor na Zona da Mata. O primeiro encontro temático aconteceu em junho no Aeroporto Presidente Itamar Franco.
Segundo o coordenador da Agenda, Jackson Moreira, a intenção é definir um plano de trabalho para reverter a pouca desenvoltura da atividade, tradicional e importante para a economia regional. Conforme o coordenador, a partir da definição do objetivo, será montado um plano de ação que contemple a região e possibilite atingi-lo. Na sua avaliação, a matriz agroeconômica é rica e variada, com potencialidades em áreas como leite, café, fruticultura, eucalipto, macaúba e suinocultura. "A partir de uma interpretação das vocações, pretendemos criar uma ação que as potencialize de forma integrada." Jackson ressaltou a necessidade de unidade regional em favor da causa, reconheceu as limitações geográficas, mas destacou o ganho logístico. "Precisamos agregar valor, apostando em técnicas intensivas em tecnologia e compensando a dificuldade em relação ao relevo com a logística favorável."
Conforme o deputado federal Marcus Pestana (PSDB), após as conversas de ontem, os trabalhos irão se desmembrar em reuniões menores, com representantes de órgãos públicos estaduais e federais. Segundo Pestana, uma comissão técnica será responsável por criar o plano de ação. "A ideia é que sejam realizados fóruns para que essas várias entidades se reúnam para traçar novas metas." Para o deputado, o agronegócio na Zona da Mata vive uma situação preocupante. "É a região que menos cresceu nas últimas décadas. Em alguns casos, recuou."










