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Criação de emprego formal cai 78% em JF


Por Tribuna

22/06/2012 às 07h00

A criação de empregos formais em Juiz de Fora recuou 78,2% em maio deste ano, em relação ao mês anterior, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. No mês passado, foram abertas 269 vagas com carteira assinada, enquanto em abril o número havia chegado a 1.235 novos postos. Na comparação com maio de 2011, a queda no saldo foi de 17,2%. No entanto, considerando os cinco primeiros meses do ano, 2012 ainda tem resultado positivo. Foram registradas 3.181 vagas com carteira assinada, enquanto, no mesmo período do ano passado, foram abertos 667 postos (crescimento de 376%).

Embora tenha havido em maio redução em grande parte dos setores econômicos na cidade – apenas a indústria da transformação, os serviços industriais de utilidade pública e a administração pública apresentaram crescimento nas contratações -, a construção civil, comércio e serviços foram as áreas que sofreram as maiores quedas. No primeiro caso, o recuo foi de 93%, passando de 112 postos de trabalho criados em abril para apenas sete em maio.

Para o presidente do Sindicado das Indústrias da Construção Civil de Juiz de Fora, Leomar Delgado, o número, apesar de parecer alarmante, representa um movimento ocasional, não tendo relação direta com avanços ou retrocessos do setor. "Na construção, as admissões e demissões são flutuantes. Basta terminar uma grande obra ou coincidir que as edificações de vários empreendimentos sejam encerradas ao mesmo tempo para que ocorra esse tipo de redução. Mas continuamos vendo placas requerendo mão de obra penduradas em várias construções pela cidade", explica.

Já os setores de serviços e comércio tiveram recuo de 85% e 63%, respectivamente. Nos serviços, os 980 empregos formais criados em abril caíram para 145 vagas abertas em maio. No comércio, os números foram reduzidos, no mesmo período, de 91 para 33 postos. De acordo com o presidente do Sindicado do Comércio de Atacado, Varejo e Prestação de Serviços (Sindicomércio), Emerson Beloti, os dados confirmam que o primeiro semestre não é o mais favorável para os empresários do ramo. "Principalmente o varejo não vem conquistando seus objetivos e metas em Juiz de Fora, com exceção de datas pontuais, como o Dia dos Namorados, por exemplo. Infelizmente, se não há movimento, é natural que os comerciantes não contratem. Esperamos que o segundo semestre seja diferente", destaca.

No Brasil, a queda em maio, na comparação com abril, foi de 35,6%. Na contramão, Minas Gerais apresentou saldo positivo, tendo contratado 13% mais trabalhadores.