Médicos de JF fazem paralisação e protestam no Centro
Aproximadamente 40 profissionais da saúde, entre médicos, estudantes de medicina e residentes protestaram nas ruas do Centro, na manhã desta quarta-feira (3), contra a contratação de médicos estrangeiros, conforme anunciado na última semana pela Presidente Dilma Rousseff (PT). Acreditamos que os problemas são a falta de infra-estrutura, de um plano de carreira para a classe médica e de gestão em saúde, afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão. A paralisação às consultas previamente marcadas foi realizada em todo o país. O movimento foi liderado por diversas entidades como a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Apenas o atendimento de urgência e emergência foi mantido em pleno funcionamento.
Segundo os manifestantes, os estrangeiros estariam vindo ao Brasil sem a necessidade da realização do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida). O teste é produzido pelos Ministérios da Saúde e Educação. A prova avalia a capacidade médica e a proficiência na língua portuguesa, de qualquer interessado em exercer a medicina no Brasil. Esses médicos virão sem fazer o Revalida e, após três semanas de treinamento, já estariam aptos a exercer a medicina. Será que o paciente conseguirá entender o que o médico irá receitar, questiona Salomão.
Com cartazes, apitos e gritos de ordem, o grupo saiu do prédio da Sociedade de Medicina e Cirurgia, na Rua Braz Bernardino, onde ficou concentrado, e seguiu em passeata para o PAM Marechal. Próximo ao meio-dia, o grupo seguiu pela Avenida Rio Branco com destino ao Calçadão da Rua Halfeld. Em seguida, os manifestantes caminharam pela Rua Batista de Oliveira e retornaram à associação.
O movimento dividiu opiniões nas ruas. A professora Eliana Maria Loresi, 46, apoiou a manifestação. A questão da saúde depende da valorização da condição de trabalho dos profissionais, afirmou. Já o aposentado Sebastião Lopes de Almeida é favorável à contratação de estrangeiros. Tenho problemas cardíacos e demoro de quatro a cinco meses para conseguir um cardiologista. Todos os médicos que vierem são bem vindos.










