“Não é nenhuma droga milagrosa”, afirma subsecretário de Saúde sobre cloroquina
Segundo Dario Ramalho, Secretaria de Estado de Saúde ainda avalia eficácia do medicamento por conta dos efeitos colaterais
Em coletiva nesta quinta-feira (21) da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), o subsecretário de Vigilância em Saúde, Dario Ramalho, revelou que a pasta estadual ainda avalia a efetividade da cloroquina em pacientes sob tratamento do novo coronavírus. Na avaliação do subsecretário, ainda, o medicamento pode gerar efeitos colaterais mais significativos do que os benefícios.
A droga tem sido protagonista desde o início do combate à pandemia no Brasil, sob defesa severa do presidente Jair Bolsonaro. Na quarta-feira (20), o Ministério da Saúde emitiu documento liberando o uso da cloroquina para pacientes com quadro clínico leve, respeitando avaliação médica. Entretanto, para Dario Ramalho, a utilização do medicamento não é respaldada por evidências científicas. “Objetivamente, temos muito pouca evidência de que a cloroquina tenha eficácia. Certamente, não é nenhuma droga milagrosa. Provavelmente, gera muito mais efeitos colaterais para os pacientes do que qualquer benefício”, opina o subsecretário.
Em Minas Gerais, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, já havia revelado que o estado seguia a orientação do Ministério da Saúde ao indicar a hidroxicloroquina para casos graves, também sob avaliação médica. Ainda não foi revelado, no entanto, se a SES também vai seguir o Governo federal na orientação para uso do medicamento em casos leves. Mas, segundo o subsecretário, estudos estão em andamento para avaliar os efeitos causados pela droga.


Recordes de mortes
Nesta quinta-feira, o boletim epidemiológico da SES revelou recorde de mortes em 24 horas pelo segundo dia consecutivo. Conforme Carlos Eduardo Amaral, era esperado um momento de aumento de casos. “É de se esperar que, pela característica da epidemia, nós tenhamos um certo aumento da pandemia. Não me parece, neste momento, que a flexibilização está trazendo mudanças significativas no andamento da pandemia”, avalia.
Adesão ao Minas Consciente
Ainda segundo o secretário Carlos Eduardo Amaral, 34 cidades já aderiram formalmente ao programa Minas Consciente. Não foram revelados, na coletiva, quais foram os municípios já inscritos, informação que será divulgada posteriormente pela pasta estadual.
Para Amaral, o cenário ideal visto pela SES seria pela adesão de todos os municípios mineiros aos protocolos. “Nós gostaríamos que todos os municípios de Minas Gerais tivessem adesão ao Minas Consciente, mas sabemos que isso seria uma ambição muito grande. Mesmo que não haja uma adesão formal, (esperamos que) as decisões que os prefeitos venham a tomar tenha uma atenção aos protocolos do Minas Consciente”, projeta.











