CPI pode investigar saída da Azul do Itamar Franco
A saída da Azul Linhas Aéreas do Aeroporto Presidente Itamar Franco pode ser objeto de investigação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a ser instaurada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A possibilidade foi levantada nesta quinta-feira (06) pelo deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB), durante audiência pública realizada em Belo Horizonte. Participaram do encontro o secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora, André Zuchi, e o presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti.
Embora a qualidade dos serviço prestado pela companhia aérea tenha sido o principal assunto em pauta, o deputado destacou a redução na oferta de voos diretos do Aeroporto Francisco Álvares de Assis, o Serrinha, e a saída do Aeroporto Presidente Itamar Franco, que está sem voos comerciais desde terça-feira. Em Juiz de Fora, os passageiros, que antes podiam contar com voos diretos para Belo Horizonte (Pampulha) e São Paulo (Guarulhos), têm como única alternativa o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
A intenção inicial de Leonardo Moreira é elaborar um documento a ser encaminhado ao presidente da Assembleia para que seja criada uma comissão especial para tratar do assunto. Na falta de avanço, pode ser requerida uma CPI. Uma região inteira foi prejudicada. É preciso prestar um esclarecimento a Juiz de Fora e Zona da Mata e tratá-las com mais respeito. A Azul foi procurada e reafirmou o posicionamento divulgado em outras situações: que mantém compromisso com Juiz de Fora e que as mudanças são reflexo de um trabalho focado em servir cada vez mais e melhor.
Insatisfação
A audiência realizada pela Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas foi requerida pelo deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB). Em sua justificativa, o parlamentar destacou as constantes reclamações dos usuários que refletiriam despreparo e falta de infraestrutura operacional da empresa. Segundo ele, são comuns relatos de voos atrasados em duas ou três horas, perda de conexões e compromissos em função dos constantes atrasos. Fica evidente que algo necessita ser feito, algo efetivo, para que as pessoas tenham o devido respeito na prestação do serviço público.
Conforme a assessoria da ALMG, o gerente regional da Azul em Minas Gerais, Rodrigo Costa Cortes, que participou da reunião, teria considerado os atrasos e os cancelamentos de voos para o interior do Estado como inevitáveis. Entre as justificativas, estão necessidade de fazer a manutenção das aeronaves, além das condições meteorológicas e de infraestrutura aeroportuária. A empresa teria se comprometido a trabalhar para reduzir os problemas apresentados.










