Mercedes e cegonheiros buscam acordo


Caminhões continuam estacionados em frente à montadora
Atualizada às 20h57
Com o objetivo de por fim ao impasse entre cegonheiros e Mercedes-Benz, que compromete o escoamento da produção em Juiz de Fora, foi realizada reunião nesta segunda-feira (3) entre as partes. Até as 19h, a informação do presidente do Sindicato dos Cegonheiros de Minas Gerais, Carlos Roesel, é que as conversas estavam avançando, mas não havia uma definição sobre o caso.
A greve dos caminhoneiros, que trabalham para uma empresa prestadora de serviço da montadora, completa 19 dias na cidade. Até esta segunda, um grupo permanecia acampado próximo a um dos acessos da unidade. Lá, mais de 40 caminhões continuavam estacionados, formando um extenso corredor no pátio da empresa. O motivo da greve seria a possível transferência de operações logísticas relacionadas a Sprinter e importados, hoje realizadas pelos caminhoneiros, para Iracemápolis, em São Paulo, onde a montadora prepara-se para produzir automóveis.
No sábado, oficiais de Justiça, acompanhados por mais de 30 policiais militares, estiveram na unidade para cumprir ordem judicial visando a desobstrução das entradas e saídas da montadora fechadas por cegonheiras. Depois de duas reuniões, os manifestantes concordaram em permitir a retirada de caminhões para entrega aos clientes, mas mantiveram o movimento. A Mercedes, por meio de sua assessoria, confirmou a retirada dos veículos, mas não informou quantos foram transportados no final de semana.











