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Hospitais se adaptam em meio à pandemia

Entre os procedimentos está as restrições a visitas e fluxos de pessoas; PJF orienta busca por atendimento só em casos agravados


Por Leticya Bernadete e Gabriel Silva (estagiário sob supervisão da editora Luciane Faquini)

19/03/2020 às 07h48

As circunstâncias atuais devido a pandemia de coronavírus, com dois casos confirmados em Juiz de Fora, têm levado as unidades hospitalares da cidade a fazer adaptações em serviços e atendimentos. Horários de visitas e fluxos de pessoas estão sendo restringidos para evitar contaminação. A orientação é que pessoas com sintomas suspeitos da doença procurem o serviço de saúde apenas em quadros agravados ou façam contato com antecedência. Por outro lado, juiz-foranos que buscam atendimento médico têm encontrado empecilhos no serviço.

Desde esta terça-feira (17), o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus suspendeu todas as consultas eletivas em seus ambulatórios. As visitas para os pacientes foram restringidas, sendo permitidas apenas quarta e domingo. A preferência se dará por familiares diretos que não apresentem sintomas de gripe ou resfriado. Nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) só serão admitidos um visitante no horário da tarde. Já na UTI Neonatal, a frequência dos pais será mantida, entretanto, a visita de avós será suspensa no fim de semana por tempo indeterminado.
O Hospital Monte Sinai também passou a adotar medidas no seu funcionamento a partir desta terça, como mudanças nos fluxos de entrada de pessoas. Neste caso, haverá restrição severa de visitante, como escalonamento de horários. A testagem dos pacientes no pronto-atendimento/emergência irá seguir critérios de prioridade, “enquanto fornecedores regulam disponibilidade de reagentes”. Pessoas com sintomas leves são orientadas a não buscarem os serviços. Além disso, todos os eventos e atividades acadêmicas foram suspensos no Hospital e no Centro de Estudos.

A partir desta quinta-feira (19), a Unimed Juiz de Fora irá suspender todas as guias de cirurgias e procedimentos eletivos (que não se caracterizam como urgência/emergência). A operadora segue as diretrizes de órgãos como Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Conselho Federal de Medicina e Colégio Brasileiro de Cirurgiões, além da Unimed Brasil. A empresa reforça que busca “contribuir para a disponibilização dos leitos e recursos existentes para pacientes contaminados pelo novo Coronavírus, bem como proteger os médicos e demais profissionais da saúde para o trabalho em campo”. A operadora oferece canal para esclarecer dúvidas dos clientes, evitando, assim, que os mesmos se desloquem até as unidades. Os serviços de informação funcionam 24 horas pelo 0800 777 2255, além de um canal exclusivo para o Coronavírus, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, pelo (32) 3249-5709.

O Hospital Albert Sabin informou que está seguindo as orientações e procedimentos sugeridos pelo Ministério da Saúde em relação ao atendimento de pacientes com suspeita de coronavírus. Desta forma, uma das indicações é utilizar o aplicativo para aparelhos móveis desenvolvido pelo Governo federal. “Através do programa, é possível obter informações sobre o COVID-19, além da realização de uma triagem virtual. Neste procedimento, é possível determinar se é necessário, ou não, a ida do cidadão às Unidades Básicas de Saúde ou Emergências de Hospitais públicos e/ou privados.” Assim sendo, os pacientes devem procurar o atendimento de emergência caso seja indicado pelo aplicativo, disponível para sistemas iOS e Android.

Em casos de sintomas leves de gripe ou resfriado, a recomendação é que a pessoa permaneça em sua residência, buscando atendimento apenas em casos de dificuldade respiratória. “Nesse momento, o distanciamento social é a melhor escolha.” No Albert Sabin, os exames para detectar a doença são realizados pelo Laboratório Côrtes Villela.

Já o Hospital São Vicente de Paulo informou, em nota, que em relação aos procedimentos emergenciais de combate ao coronavírus e de atendimento à população, também está “seguindo os protocolos do Ministério da Saúde e o do Estado, da mesma forma, os protocolos da Secretaria Municipal da Saúde de Juiz de Fora”. A entidade, entretanto, não detalhou quais orientações tem aderido, nem sobre a realização de exames para detectar o coronavírus.
A Tribuna também demandou a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora sobre a disponibilidade de kits para teste da doença, bem como os procedimentos tomados pelo hospital para atendimento de pacientes com sintomas prováveis, entretanto, não teve um retorno até o fechamento desta edição.

PJF orienta como contactar unidades de saúde

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) orienta que a população busque a unidade de saúde mais próxima apenas ao apresentar sintomas graves, como desconforto respiratório. “A pessoa desenvolveu os sintomas gripais, ela se auto isola por 14 dias. A partir do momento que a febre não baixar, ou ficar indo e voltando, e começar a ter dificuldade para respirar, aí ela deve procurar um serviço de saúde”, explica a gerente do departamento da Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde, Cecília Kosmann.

Nestes casos, um contato telefônico prévio deve ser feito à unidade ou hospital para que a ida do paciente seja informada. É importante que a pessoa utilize máscara para ir até o local e não dê entrada no estabelecimento pela entrada principal. A medida é uma maneira de diminuir a possibilidade de contágio de outras pessoas e de não sobrecarregar a rede de saúde. Na unidade de saúde, o paciente passará por processo de triagem e é encaminhado para realização de exame, caso necessário.