38 agências bancárias sem atendimento em JF


Por Tribuna

20/09/2013 às 07h00

No primeiro dia da greve nacional dos bancários, funcionários de 38 agências de Juiz de Fora aderiram ao movimento e suspenderam o atendimento aos usuários, entre bancos públicos e privados. Na cidade, existem 72 postos de atendimento, entre agências e departamentos. Conforme dados da entidade de classe, cerca de mil trabalhadores estão de braços cruzados. Na falta de avanço nas negociações, o movimento segue por tempo indeterminado.

A alternativa aos juiz-foranos foi recorrer aos demais canais de atendimento, como caixa eletrônico, internet, telefone e correspondentes bancários. Com a greve, a demanda aumentou entre 20% e 30% nas loterias ontem. Conforme o vice-presidente do Sindicato dos Lotéricos, Carlos Francisco Werneck Júnior, não houve tumulto, porque o movimento costuma cair ao longo do mês. Caso a paralisação se estenda até o início do mês, no entanto, o atendimento pode ser comprometido. Entre os serviços bancários mais procurados estão pagamento de boletos e saques.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Robson Marques, considerou positivo o primeiro dia. Segundo ele, a mobilização na porta das unidades começou às 7h, com trabalho de persuasão e esclarecimento de dúvidas dos trabalhadores. Conforme o presidente, a greve transcorre com tranquilidade, sem imprevistos. Para a população, Marques destaca que as negociações não se restringem a reivindicações salariais, envolvendo também questões como maior segurança nas agências e melhoria do atendimento aos usuários.

Por meio de sua assessoria, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) afirmou que "tem sido recorrente que as lideranças sindicais tenham um calendário próprio para deflagração de greve, independente dos espaços de negociação". Ainda por nota, a entidade lamenta essa posição dos sindicatos, que causa transtorno à população. No posicionamento, a Fenaban reitera que a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos e eletrônicos, continuam funcionando normalmente. "Os bancos respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários."