JF tem pior saldo de vagas para setembro desde 2004

O saldo de vagas formais (com carteira assinada) em Juiz de Fora teve o pior resultado para o mês de setembro desde 2004, com a criação de 444 novos postos de trabalho. O número só é maior que o resultado de setembro de 2003, quando foram registradas 275 oportunidades, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho (ver quadro).
Em setembro de 2011, o resultado foi de 1.281 vagas, quase três vezes maior que o resultado deste ano. Em relação a agosto deste ano, a queda foi de 62% em relação às 1.165 vagas registradas. Já no acumulado do ano, o município continua registrando recorde no saldo de empregos, com 5.527 postos, alta de 27% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram contabilizados 4.347 postos.
O volume de oportunidades na construção civil, por exemplo, caiu pela metade em relação ao mês de agosto, passando de 134 para 67 postos de trabalho. Em setembro do ano passado, o saldo era negativo em 51 vagas. "Viemos numa máxima o tempo todo, e chega uma hora que não dá para aumentar. Mas o período de chuvas que se aproxima é outro fator, uma vez que muitas construtoras preferem adiar o início das obras. Consequentemente, caem as contratações", pondera o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscom), Leomar Delgado.
Já o setor de serviços, que é normalmente o maior empregador, teve saldo influenciado pela realidade do mercado, quando as contratações começam a ser intensificadas para as vendas de fim de ano. Em agosto, foram 50 novos postos de trabalho, diferença entre 1.576 admissões e 1.526 demissões, e em setembro, 212, com 1.605 contratações e 1.393 demissões. "Contratamos mais que demitimos. E ainda estamos com vagas em aberto para o fim de ano", ressalta o presidente do Sindicomércio, Emerson Belloti. Em relação a setembro do ano passado, o saldo caiu quase pela metade. Na época, foram criados 404 postos. "Em 2011, o mercado estava com muita expectativa, até em excesso. Agora estamos com os pés mais no chão, o que se reflete nas contratações", aponta Belloti.
A indústria de transformação teve queda de 75% em setembro em relação ao mês de agosto, quando o saldo ficou em 20 e 81 postos, respectivamente. "O que caiu foi o número de contratações. As indústrias estão no limite. Mas a empregabilidade do setor é positiva desde abril", declara o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) da Zona da Mata, Francisco Campolina. O setor comemora os índices em relação ao acumulado do ano. "Estamos 51% acima do registrado no mesmo período no ano passado. Poucas cidades de Minas Gerais contam com esse saldo positivo."









