Juízes avaliam produtos no concurso de lácteos
Os campeões da 38ª edição do Concurso Nacional de Produtos Lácteos serão divulgados hoje, às 19h, no encerramento do 28º Congresso Nacional de Laticínios, no Expominas Juiz de Fora. Mais de 180 produtos, representando 63 empresas do ramo laticinista, disputam o prêmio em onze categorias – reino, requeijão, provolone, parmesão, minas padrão, manteiga, prato, gouda, gorgonzola, doce de leite e destaque especial. O destaque é uma categoria aberta a qualquer novidade do setor, como produtos que serão lançados e aqueles que fujam das características determinadas nas categorias. Procuramos valorizar o caráter inovador, explica Daniel Arantes Pereira, coordenador do concurso. Além de Minas Gerais, 12 estados estão representados na competição.
Os produtos foram avaliados por 23 juízes entre terça-feira e ontem no laboratório de análise sensorial do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT). A comissão possui representantes de várias partes do país. Aécio Roriz, professor do Senai de Pernambuco, ressalta a qualidade dos competidores. Sou juiz desde 2008. Este ano, os produtos estão muito próximos uns dos outros, com um ou dois em cada categoria apresentando um patamar mais elevado. Para efeito de avaliação, sete atributos com pesos distintos: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. Professor e pesquisador em tecnologia do leite em ILCT, Junio de Paula explica como evitar que o sabor de um produto interfira de outro. Bebemos água entre uma prova e outra, para limpar as papilas gustativas. Também temos à disposição maçãs e biscoitos água e sal para ajudar a esquecer o gosto anterior.
Brasil e China
Terminou ontem o Workshop Sino Brazilian Dairying, promovido pela Embrapa Gado de Leite, também no Expominas. Representantes do agronegócio chinês e brasileiro discutem as perspectivas para a produção de leite nos dois países. O chefe geral da Embrapa, Duarte Vilela, destacou o interesse no funcionamento da pecuária de leite chinesa. Em 2010, o país foi o maior importador de leite em pó do mundo. Segundo o diretor-geral do Instituto de Ciência Animal da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, Jia-Qi Wang, no ano passado, o país foi o responsável por manter o equilíbrio do mercado internacional. De acordo com Vilela, desde 2005, o Brasil negocia a abertura do mercado chinês para leite e derivados. Se outras cadeias produtivas conseguiram conquistar aquele importante mercado, a cadeia do leite também pode.









