R$ 900 milhões em crédito


Por FABÍOLA COSTA Repórter

19/05/2013 às 07h00

Depois do boom de vendas percebido em 2010 e 2011 e da cautela constatada no ano passado, 2013 sinaliza aquecimento para o setor imobiliário em Juiz de Fora. A Caixa Econômica Federal aposta que o volume de financiamento habitacional, este ano, pode chegar a R$ 900 milhões na cidade e região. A meta, se atingida, representa alta de 10% no total contratado no ano passado, R$ 818 milhões, conforme dados divulgados ontem pelo superintendente regional da Caixa, Luiz Guilherme de Campos.

Demanda existe. Segundo estimativa da Prefeitura, o déficit habitacional no município é estimado em até nove mil habitações. O universo de juiz-foranos que sonha com a casa própria, no entanto, é bem maior. Conforme o Censo 2010, dos 170.535 domicílios particulares na cidade, 23,5% são alugados (40.239). Em relação ao Censo 2000, o número de imóveis alugados subiu 37%, o equivalente a 10.882 moradias. Há dez anos, eram 29.357, o equivalente a 22% dos 132.465 domicílios particulares permanentes na cidade. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O militar Jorge Rodrigues está nesta lista. Ele acompanha o mercado imobiliário juiz-forano há, pelo menos, três anos, com o objetivo de adquirir um apartamento de dois quartos na região central. Para isso, está disposto a pagar até R$ 150 mil. Ele e a esposa passaram a manhã de sábado percorrendo os estandes do Salão do Imóvel – o 9º Feirão da Casa Própria, realizado pela Caixa. O casal conferiu as ofertas, fez as contas e decidiu pesquisar um pouco mais. Para Jorge, a concentração de imóveis – mais de cinco mil entre prontos, em construção e na planta -, é favorável, embora tenha sentido falta de condições diferenciadas para fechar o negócio na mostra.

A procura da balconista Francelise de Paula Fedócio começou ontem. Junto com a mãe, procura uma casa no valor de até R$ 120 mil. Para a balconista, chegou a hora de reverter o valor do aluguel para a aquisição do bem familiar. Francelise pretende aproveitar os dois dias de evento para avaliar cuidadosamente as propostas apresentadas pelos 60 expositores. Estava disposta a fechar negócio se encontrasse alguma oferta favorável, que se encaixe no orçamento doméstico.

Só ontem, entre cinco mil e seis mil candidatos a mutuários, como Jorge e Francelise, visitaram o feirão. A expectativa do superintendente regional da Caixa é encerrar o evento hoje com 13 mil visitantes, 800 contratos fechados ou encaminhados e R$ 100 milhões contratados. No ano passado, foram mais de dez mil participantes e 578 negócios formalizados, o equivalente a R$ 65 milhões financiados.

Para justificar a expectativa de alta de até 54% no valor financiado ante a edição anterior, Luiz Guilherme aposta no diferencial de postergar, para janeiro de 2014, o pagamento da primeira parcela dos contratos firmados durante o evento. A condição, válida para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), estende-se para os acordos negociados nas agências até junho. Estamos facilitando as condições de financiamento imobiliário, para que o sonho da casa própria se torne realidade para um número maior de brasileiros. O Salão do Imóvel prossegue hoje, das 9h às 17h, no La Rocca.