Suspensão deve terminar em 15 dias
Desde segunda-feira (23), as lojas autorizadas da Tim em Juiz de Fora suspenderam as vendas de chips da operadora, conforme determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Nos estabelecimentos, os consumidores são orientados sobre a decisão e informados de que, no prazo de 30 dias, a situação deverá ser normalizada.
Determinação da Anatel divulgada na última quarta-feira (18) define que as operadoras Oi, Claro e Tim estão proibidas de comercializarem chips e serviços de internet nos estados em que lideraram reclamações sobre a qualidade do serviço durante o primeiro semestre deste ano. A Tim foi a única operadora cuja determinação teve validade em Minas Gerais. O descumprimento implica em multa de R$ 200 mil por dia.
Na segunda, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, declarou ser possível que as empresas entreguem planos de investimentos satisfatórios em até 15 dias, para que novos planos possam voltar a serem vendidos pelas companhias suspensas. "É um prazo razoável para encaminhar a solução, mas não estamos com pressa, podemos ficar brigando aí três meses. Quem está com pressa são as operadoras."
A Justiça Federal negou pedido da TIM de voltar a vender linhas de celular e internet móvel. Na decisão, o juiz Tales Krauss Queiroz, da 4ª Vara da Justiça Federal do DF, afirmou que não poderia atender o pedido "em respeito aos quase 70 milhões" de clientes da operadora. "O consumidor, legitimamente, quer pagar menos e falar mais. E quer um serviço de qualidade."
O ministro Paulo Bernardo garantiu que o fato de a TIM ter pedido a liminar não muda o tratamento que a companhia recebe do Governo. Disse também que o Governo brasileiro não quer "demonizar as empresas de telefonia ou tratá-las como vilãs". Bernardo lembrou que o setor investiu R$ 20 bilhões no Brasil no ano passado, mas ainda assim as reclamações dos usuários sobre os serviços prestados levaram à suspensão da venda.
Nas ruas
Cliente da Tim, o universitário Douglimar Meireles, 19 anos, levou a amiga, Irina Ionesa, 25 anos, para adquirir o chip da operadora. "Ela é intercambista, acabou de chegar da Romênia, e se interessou em comprar. Mas a vendedora nos disse que as vendas estão suspensas nas lojas e que se comprarmos em algum outro ponto de venda não conseguiremos ativar o número."
Embora a decisão da Anatel não implique em alterações para quem já é cliente da Tim, alguns juizforanos têm enfrentado dificuldades para efetuar recarga. Desde sexta-feira (20), a psicóloga Flávia Brandão, 30 anos, não conseguiu colocar créditos em seu aparelho. "A informação que recebi do vendedor da banca de jornais é que a recarga também estava proibida. Pensei, inclusive, em mudar de operadora." Na segunda, nas lojas da Tim, o serviço de recarga também estava indisponível. No entanto, os lojistas informaram se tratar de um problema temporário no sistema. A Tribuna esteve em duas bancas de jornal, no Centro, onde os créditos para operadora continuam sendo vendidos normalmente. "Atendi cerca de 30 clientes da Tim. Às vezes, o sistema fica fora do ar, mas volta logo. As vendas continuam normalmente", destacou o funcionário de uma delas, Guilherme Rodrigues. (Com AE)









