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Copom indica juros mais baixos


Por Tribuna

09/06/2012 às 07h00

Brasília (AE) – A piora da situação na Europa e a avaliação de que a recuperação da economia brasileira tem sido bastante gradual abrem caminho para que os cortes de juro continuem. O recado foi dado ontem na ata da reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom). No texto, o Banco Central (BC) sinaliza que, com parcimônia, a taxa Selic pode seguir em queda porque não há preocupação com a inflação.

Analistas, que previam apenas mais uma redução em julho, já falam em dois cortes e juro de 7,5% ao ano em agosto.

A diminuição da taxa em 0,5 ponto na semana passada, para 8,5% ao ano, levou o juro para o menor patamar da história e disparou o gatilho que reduz a rentabilidade da poupança. Para explicar a decisão, o Copom demonstrou preocupação extra com os desdobramentos da crise internacional.

Além da piora já conhecida do comércio exterior, aplicações financeiras e oferta de crédito, o texto destaca que o Brasil também passou a sofrer com a deterioração da confiança dos empresários. O item, diz o BC, é um canal de grande importância de possível contaminação dos efeitos da turbulência para o país. O problema da falta de otimismo é que isso diminui os investimentos.

No Brasil, essa contração já é notada e, inclusive, preocupa o Governo. No primeiro trimestre, o dinheiro gasto com novos projetos, como a construção de uma fábrica ou expansão de uma linha de montagem, caiu 1,8% na comparação os últimos três meses de 2011.