Saldo de empregos em JF cresce 153%

O saldo de vagas formais (com carteira assinada) em Juiz de Fora nos primeiros sete meses de 2012 superou em 153% o registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta qiunta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho. Este ano, já são 3.854 novos empregos, enquanto no período de janeiro a julho de 2011 o número ficou em 1.522. O resultado isolado de julho foi 92 vezes maior que o balanço do mês anterior, com 553 novos contratados, contra apenas seis, em junho.
Em primeiro lugar vem o setor de serviços, responsável por mais de 90% das contratações na cidade, com 3.501 novas vagas (ver quadro). "O setor é que o mais cresce em Juiz de Fora há muitos anos, mas nos surpreende que isso tenha acontecido de forma tão acentuada agora, já que sabemos que a construção civil, por exemplo, também tem contratado muito", comenta o presidente do Sindicado do Comércio de Atacado, Varejo e Prestação de Serviços (Sindicomércio), Emerson Beloti. Só no mês passado, foram abertos 290 postos na prestação de serviços.
Já a construção civil ficou em segundo no ranking, com 756 novos postos de trabalho de janeiro a julho, apontando recuperação expressiva do setor que, nos sete primeiros meses de 2011, tinha saldo negativo de 143 vagas. Para o presidente do Sindicado das Indústrias da Construção Civil de Juiz de Fora, Leomar Delgado, o número é reflexo do período positivo para o mercado imobiliário há cerca de um ano. "Os empreendimentos lançados naquela época estão contratando este ano para a execução das obras", explica. Ele acredita que ainda há espaço para crescer mais este ano, mas que uma possível estagnação possa ocorrer, devido ao esgotamento da mão de obra.
A indústria de transformação vem em terceiro, com 317 postos criados este ano, 56% mais que em 2011. No mês passado, o setor admitiu 99 novos funcionários. "Juiz de Fora passa por um momento um pouco diferente do que temos observado no restante do país. Há um certo otimismo na cidade, decorrente da instalação de novas indústrias na região do ano passado para cá", comenta o presidente do Centro Industrial, Aurélio Marangon.
Extrativa mineral e administração pública aparecem em quarto e quinto lugares, com respectivamente, 21 e 4 novas vagas. O comércio detém o pior resultado, com saldo negativo de 725 vagas este ano. Embora também tenha havido redução de oportunidades em 2011, o resultado atual aponta o dobro de demissões em relação a janeiro e julho de 2011. Também tiveram resultados negativos a agropecuária (-15) e serviços industriais de utilidade pública (-5).
No país
Brasília (AE) – No país, foram criados 142,5 mil postos com carteira assinada, já descontadas as demissões, revelando que o mês passado foi melhor que junho, o que é raro. Pela primeira vez no ano, houve expansão das vagas em todos os estados do país e no Distrito Federal. Além disso, a indústria mostrou recuperação em setores que estavam combalidos e o resultado veio acima do previsto.









