Livros escolares estão até 15% mais caros

Alta atinge sobretudo edições reformuladas
Os juiz-foranos que decidiram antecipar a compra dos livros escolares tomaram um susto ao vasculharem as prateleiras. Para o ano letivo de 2012, as publicações estão entre 10% e 15% mais caras na comparação com 2011. Nas papelarias da cidade, já houve aumento da procura, intensificada a partir do dia 15 deste mês. Se a compra é inevitável, a dica dos lojistas é comprar com antecedência para evitar a falta de produto e o ingresso na fila de espera por um novo exemplar.
Na Leitura, o coordenador administrativo Marcos Paulo Oliveira identifica aumento da demanda por livros e material escolar desde a segunda quinzena de dezembro. Na sua opinião, muitos consumidores decidiram direcionar parte do 13º salário para os gastos com a lista. Segundo ele, a alta média dos livros didáticos chegou a 12%, principalmente das edições reformuladas. Marcos Paulo espera procura ainda maior em janeiro, antes da volta às salas de aula. Alerta, no entanto, que nas últimas semanas podem faltar títulos.
Na Palimontes, o gerente de vendas Márcio Gomes Machado comenta que o movimento de consumidores com listas em punho já começou. A expectativa é que a procura na segunda semana de janeiro seja ainda maior. Segundo ele, os produtos chegaram às prateleiras com aumento entre 5% e 10% nos preços. "Tentamos comprar uma quantidade maior para reduzir a alta, mas não teve jeito." A meta é que as vendas, em 2012, cresçam nos mesmos percentuais (até 10%). O gerente de vendas também recomenda antecipar as compras, evitando o tumulto característico da véspera e garantindo a variedade de opções.
A majoração não ficou restrita às publicações dos livros didáticos, mas também atinge os chamados paradidáticos. A divulgadora da Paulus, Inaiara de Andrade Barreto, comenta que, embora tenha havido manutenção de preço ou até decréscimo em grande parte das publicações, algumas apresentaram alta entre 10% e 15%. Estão nesta lista os títulos reformulados e as novas edições, em função, principalmente, do custo do papel e da impressão. Inaiara identificou acréscimo da procura desde o início do mês, que deve chegar a 30%. De acordo com a divulgadora, a prática de adoção de livros, em que há o empréstimo para utilização nas escolas, tem incentivado o pedido dos títulos nas listas escolares.
Recomendações
A coordenadora institucional da Associação de Consumidores Proteste, Maria Inês Dolci, avalia que os livros didáticos, via de regra, custam mais do que todos os demais itens do material escolar. "É importante comparar preços em mais de uma livraria. Os pais não são obrigados a comprar os livros na escola, nem na livraria indicada." A orientação é que, na hora da compra, sejam avaliados qualidade, preço e condições de pagamento de produtos similares, que também atendam às necessidades escolares com economia.









