Juiz de Fora cria quase 6 mil empregos no ano

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Adicionar Tribuna de MinasA criação de 374 empregos formais (com carteira assinada) em Juiz de Fora, no mês passado, foi o segundo pior resultado para o mês na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número reflete as 6324 admissões e 5950 demissões no período. Em contrapartida, o saldo de 5.968 postos formais no acumulado do ano é o melhor desempenho da cidade na análise do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 2003, de acordo com números divulgados nesta sexta-feira (23).
Com os quase seis mil empregos criados no ano, Juiz de Fora ocupa a quarta posição no ranking estadual e o 45º lugar em geração de emprego no país. O resultado é 9,8% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado (5.432). Considerando o resultado de outubro, a cidade fica em 7º lugar entre as mineiras. Na comparação com 2011 (1.002), o número é 37% menor.
Entre os setores produtivos avaliados, os serviços são responsáveis pela grande maioria dos empregos criados na cidade até agora, 5.054 do total. A construção civil fica em segundo lugar, com 932 postos no acumulado, seguida pela indústria de transformação, com 408. O comércio acumula estoque negativo de 347 postos no ano até outubro.
No país
Brasília (AE) – O último trimestre do ano começou mal para o mercado de trabalho formal. O Governo registrou a criação de apenas 66,9 mil postos com carteira assinada em outubro, o pior saldo do ano. A tendência é que novembro também seja um mês fraco e, como de praxe, dezembro deve revelar um volume de demissões superior ao de contratações por causa dos desligamentos feitos com a redução do ritmo de produção no Natal e no ano-novo.
O cenário negativo para o fim de 2012 levou o diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e Emprego, Rodolfo Torelly, a reduzir de 1,5 milhão para 1,4 milhão a expectativa para o saldo geral do ano. Isso significa que, na prática, o país deverá perder 300 mil postos formais até lá, já que o total até agora é de 1,7 milhão de vagas, criadas em meio a um quadro externo turbulento. "Em novembro, com certeza, ainda teremos saldo positivo de empregos", previu Torelly. "Mas dezembro deve dar marcha à ré", avisou.









