Alimento importado sobe até 87% em JF
Os produtos importados típicos das festas de fim de ano estão até 87% mais caros este ano em relação ao mesmo período do ano passado. A Tribuna comparou preços de 22 itens, tendo como referência a pesquisa Disque Natal, da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) divulgados no dia 11 dezembro de 2012 e o dia 15 de dezembro de 2011. Dos 21 alimentos analisados, 16 estão mais caros e apenas cinco tiveram queda de preço. O alimento com maior alta foi o aspargo em conserva, com 87,14 % de aumento, seguido pela ameixa argentina (43,51%) e as frutas cristalizadas (33,92%). Já a ameixa com caroço foi o produto que teve a maior queda, com 12, 81% (ver quadro).
A uva-passa deve ficar ainda mais cara. "A Argentina, país origem da maioria das importações, está com dificuldades de produção. Na primeira semana de dezembro, um quilo de uva-passa no atacado custava R$ 6,50. Uma semana depois, subiu para R$ 8. São 23% de aumento em menos de sete dias", analisa um dos compradores da Benesse, única empresa que realiza importações no Ceasa de Juiz de Fora, Eurípedes Batista da Cunha. Ele destaca ainda que houve um crescimento quantidade de produtos oferecidos ao juiz-forano, principalmente alimentos in natura, como frutas e legumes." A classe média está aprendendo a consumir importados, e isso passa pela constante presença deles na prateleiras. Houve um crescimento no volume de importações de 15% a 20% com relação ao mesmo período do ano passado", diz.
De acordo com a Associação Mineira de Supermercados, o aumento é tendência no país. "O brasileiro mudou o hábito. Algumas empresas se adaptaram e conquistaram o consumidor. Há dez anos, o volume de importados em supermercados era de apenas 2%. Hoje, é em média de 10% e, em supermercados mais complexos, com o padrão gourmet, chega a ser de até 25%", explica o gerente de comunicação da entidade, Giovani Peres.
Para a economista Fernanda Perobelli, especialista em finanças pessoais, o consumo de produtos importados é reflexo do aumento da renda dos brasileiros." Hoje, o consumidor pode investir em alimentos importados, que estão mais acessíveis", opina.









