PF quer mais investigação sobre investidor de JF

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de MinasO delegado da Polícia Federal (PF) de São Paulo, Milton Fornazari Júnior, representou à Justiça Federal para que autorize o compartilhamento de prova a fim de que seja instaurado inquérito na Polícia Federal (PF) de Juiz de Fora para investigar o investidor juiz-forano Adalberto Salgado Júnior em operações com Certificado de Depósito Bancário (CDB). Fornazari presidiu o inquérito sobre o rombo de R$ 4,3 bilhões no Banco Panamericano. As informações são de "O Estado de São Paulo".
Ainda conforme o jornal, a base do pedido de Fornazari é o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que identificou Adalberto como o cliente do banco que teria recebido remuneração em CDB equivalente a 697% durante 315 dias. A remuneração média desse título não ultrapassaria 12% ao ano.
Na semana passada, a Polícia Federal concluiu a investigação sobre crimes envolvendo altos executivos e os principais diretores do banco Panamericano. Ao todo, foram indiciados 22 suspeitos de promoverem rombo de R$ 4,3 bilhões. O inquérito, aberto em dezembro de 2010, foi instaurado para investigar a existência e a autoria de crime decorrentes de fraudes contábeis e subtração de valores envolvendo a administração da instituição financeira no período entre janeiro de 2008 e novembro de 2010. Adalberto não foi indiciado.
Agora, a PF quer "aprofundar as investigações em relação a eventual participação de Adalberto e pessoas a ele vinculadas, de qualquer forma, com os ex-administradores do Panamericano, na obtenção de taxas de remuneração de CDB fora da realidade do mercado, o que só poderá ser constatado por meio de novas diligências, incluindo quebra de sigilo bancário, bem como para investigar a origem dos altos valores movimentados por ele em circunstâncias anormais", afirma a publicação do jornal. A PF incluiu o investidor no capítulo "demais investigados" no relatório final do inquérito.
Defesa
À Tribuna, o advogado Roberto Podval, que defende o investidor, afirmou que, após a investigação, houve o entendimento de que não há indícios contra Adalberto Salgado. Tanto que ele não foi indiciado. "Não há sequer indícios da participação dele em qualquer irregularidade junto ao Panamericano." Para o advogado, a representação à Justiça, com o objetivo de aprofundar as investigações, é natural. "Nossa posição é de muita tranquilidade. O caso começa a ser esclarecido", afirmou.









