Correios em greve; bancários também confirmam movimento
Atualizada às 19h10
Enquanto aguardam o julgamento do dissídio pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os funcionários dos Correios em Juiz de Fora decidiram cruzar os braços. Conforme o sindicato de classe, 10% dos cerca de 400 trabalhadores da cidade estão paralisados desde a partir desta quarta-feira (18). Para os Correios, o percentual de adesão é de 3,86% no município. Os bancários também decidiram, nesta quarta-feira, a paralisação das atividades por tempo indeterminado a partir da meia-noite desta quinta.
O atraso na entrega de cartas e encomendas é considerado inevitável pelos funcionários dos Correios. Já a empresa aposta no Plano de Continuidade de Negócios, com a adoção de horas extras, mutirão para entrega no fim de semana e deslocamento de empregados entre as unidades, para viabilizar as entregas e garantir o atendimento em todas as agências.
Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Juiz de Fora, João Ricardo Guedes, o percentual de adesão é pequeno, mas "está fazendo a diferença". A incorporação ao movimento nacional foi decidida em assembleia terça-feira. Hoje de manhã os trabalhadores fizeram ato na Rua Espírito Santo. Para amanhã, está prevista nova mobilização nas unidades, em busca da "conscientização do trabalhador". O movimento, segundo Guedes, segue até a decisão do TST.
Nos bancos
A expectativa do Sindicato dos Bancários é que haja adesão de 55% a 60% dos cerca de 1.300 funcionários da cidade. A paralisação já havia sido decidida em reunião no último dia 12.
A classe pede reajuste de 11,93%, Participação nos Lucros e Resultados de três salários do bancário, mais R$ 5.553 fixos. Além disso, os integrantes do movimento querem que o piso, hoje de R$ 1.570, seja igualado ao do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), que é de R$ 2.820.
Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) disse que mantém canais de debates inéditos no país, com mesas temáticas importantes para negociações permanentes. O órgão diz que oferece reajuste salarial de 6,1%, o qual corrigirá salários, pisos e benefícios. Entretanto, deve ser mantida a mesma fórmula de participação nos lucros, com correção dos valores fixos e de tetos em 6,1%. Desta forma, o piso salarial para bancários que exercem a função de caixa passaria para R$ 2.182,36, em jornadas de seis horas. "A Fenaban ressalta que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos 7 anos e os salários foram reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo INPC de 42%. Ou seja, somente o piso salarial registrou aumento real de 23,21%.", argumenta
A Fenaban acrescenta que, na última quinta-feira (6), também foi apresentada proposta para passar de 60 para 45 dias o processo de apuração de questionamentos que levam a conflitos no ambiente de trabalho. Há ainda a sugestão de que sejam constituídos dois grupos de trabalho: um para analisar as causas de afastamento no setor e outro para conduzir uma discussão sobre jornada de trabalho. A Federação se comprometeu também a realizar um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.











