Manifestação mobiliza trabalhadores de transporte de turismo
Motoristas fizeram buzinaço e reivindicaram melhores condições de trabalho em trajeto do Centro até o Bairro São Dimas

Uma manifestação por melhores condições de trabalho reuniu motoristas e donos de empresas de turismo em buzinaço que partiu do Bairro São Dimas, na Zona Nordeste, e percorreu o Centro na manhã desta quarta-feira (16). O protesto foi uma reação à regra do Departamento de Edificações de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG) que limita em 20 anos de uso os veículos de viagens interestaduais. De acordo com um representante dos manifestantes, mais de 43 veículos, entre ônibus e vans, participaram do movimento.
O protesto teve início por volta das 8h e correu até meio-dia sob palavras de ordem, amplificadas por um carro de som que seguiu à frente das dezenas de ônibus que percorreram o trajeto. A manifestação começou e terminou na Avenida Coronel Vidal, percorrendo a Avenida Rio Branco. Apesar da reunião de diversos veículos, o trânsito foi pouco afetado, na medida em que apenas uma faixa das vias centrais foram ocupadas pelos motoristas durante toda a manifestação.
Segundo o representante da classe, Elivelton Ferreira, a categoria não é contra a Lei 18.855/19, sancionada pelo Governo federal em julho, que discorre principalmente sobre transporte pirata, mas a normativa do DEER é um impeditivo para o exercício da profissão dentro de Minas Gerais. “O DEER limitou o número de carros para rodar, e estão impedindo que a gente trabalhe. Os nossos carros passam por uma vistoria no Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) de seis em seis meses. Só que o DEER limitou que os carros devem ter 20 anos de uso para viajar dentro do estado”, reclamou.
A reivindicação dos motoristas e donos de empresas, conforme Ferreira, é que a vistoria semestral seja suficiente para comprovar a aptidão dos veículos para o transporte interestadual, sem o limite de 20 anos. “A gente está querendo que o DEER libere os ônibus e os carros para que façamos a mesma vistoria que fazemos no Inmetro, de seis em seis meses, para rodar dentro do estado.”
A classe de trabalhadores do setor de transporte de turismo não tem previsão de novas manifestações, mas é planejada a criação de um sindicato para representar os anseios dos manifestantes. “Nós vamos montar uma associação, a gente está estudando”, confirmou Elivelton.









