Incêndio atinge prédio em obras no Cascatinha
Fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 9h30, após mais de três horas de incêndio

O Corpo de Bombeiros atendeu a uma ocorrência de incêndio num prédio em construção na Ladeira Alexandre Leonel, Bairro Cascatinha, Zona Sul. As chamas começaram a ser observadas no início da manhã desta quinta-feira (19), por volta das 6h30, e só foram controladas pouco antes das 9h30. Dois caminhões de combate a incêndio atuaram para conter a propagação do fogo no topo da edificação, de 18 andares. Um lote, ao lado da obra, também chegou a ser atingido pelo fogo. No momento mais tenso da ocorrência, os bombeiros atuaram para conter o risco de o incêndio se alastrar para edificações vizinhas, que chegaram a ser evacuadas.
De acordo com o tenente Natan Canavez, do Corpo de Bombeiros, no início do incêndio havia funcionários na obra, que saíram do local logo que verificaram as labaredas. “O incêndio começou no último andar, mas como havia muita madeira próximo ao foco, o fogo foi indo para os andares inferiores. Daí, toda essa dificuldade para, além de subir com todos os lances de mangueira, de combater efetivamente o incêndio”, explicou o militar. Ao todo, 25 mil litros de águas foram utilizados para conter as chamas.
Além dos Bombeiros, a Polícia Militar e a Polícia Civil estiveram na ocorrência. Um drone da Polícia Civil equipado com câmera foi utilizado para observar as chamas e auxiliar os combatentes. Agentes da Secretaria de Transportes e Trânsito também estiveram na região para alterar o fluxo do trânsito.

“Ouvimos um estrondo muito forte por volta das 6h. Depois percebemos que já era o fogo e estava chegando à garagem do nosso prédio”, disse a síndica do condomínio evacuado pelo Corpo de Bombeiros, Júnia Figueiredo Aguiar.
O comerciante Júlio Caruso estava no trabalho no início do incêndio, mas foi informado por um vizinho e retornou para a sua residência, localizada ao lado do ponto inicial do fogo. Logo que chegou ao local, o comerciante foi até o telhado para conter as labaredas que alcançavam a casa. Em seguida, ele foi retirado para que os militares prosseguissem com o serviço. “Quando eu cheguei, os Bombeiros já haviam entrado no prédio, mas tudo que estava caindo de lá, estava indo para as redondezas. Tudo que caía, eu jogava a camisa em cima para apagar”, disse Caruso.

Hipótese é de curto-circuito
Em entrevista à Tribuna, o responsável técnico da estrutura obra, Carlos Henrique Cardoso, informou que uma das hipóteses para a motivação do incêndio é a de curto-circuito no fio que liga a serra elétrica. “E como está muito seco, vai caindo as madeiras e atingindo os paralixos. Felizmente não há mais nada lá dentro para queimar, a não ser esta madeira do paralixo”, informou.
De acordo com os moradores do entorno, a obra tem cerca de duas décadas, mas, apenas há um ano e seis meses a construtora atual assumiu a edificação, de acordo com Carlos Henrique. Informações de bastidores dão conta de que, após o ocorrido, a perícia da Defesa Civil deverá ser acionada para verificar a causa do fogo e as condições estruturais da construção.
* estagiário sob supervisão do editor Eduardo Valente









