Médicos param, mas atendimento na Ascomcer é mantido
Parte dos médicos paralisou as atividades nesta quarta, em protesto contra atrasos no pagamento de salários; associação afirma que atendimento continua ocorrendo normalmente
Parte dos médicos da Ascomcer paralisou as atividades nesta quarta-feira (3), em protesto contra atrasos no pagamento de salários. A informação foi confirmada pelo advogado Lenilson Alexandre Fonseca, que representa sete médicos que aderiram ao movimento. Um profissional da instituição, que preferiu não se identificar, informou à reportagem, no entanto, que cerca de 15 profissionais participaram do ato, que deve durar por tempo indeterminado. A Ascomcer, bem como assistidos pela associação ouvidos pela Tribuna nesta quarta, afirmou, no entanto, que o atendimento continua ocorrendo normalmente.
Conforme divulgado pela Tribuna no último sábado (29), uma notificação extrajudicial comunicando oficialmente sobre a possibilidade de suspensão dos trabalhos foi enviada ao hospital no último dia 18 de junho. De acordo com os profissionais, há casos de profissionais que ainda não teriam recebido o pagamento referente a setembro do ano passado. Na ocasião, a Ascomcer informou que a situação é pontual e que “não é verdade que os médicos estão sem receber há meses, como foi informado na notificação extrajudicial, mas sim que há um atraso em decorrência da grave defasagem na tabela de remuneração do SUS e da ausência de repasse por parte do Governo de Minas Gerais.”
Funcionamento normal
Segundo a Ascomcer, apesar da paralisação, o funcionamento está sendo feito normalmente. Os profissionais que iriam cruzar os braços teriam sido substituídos, não havendo, assim, interrupção das atividades. Pacientes e acompanhantes que estiveram na unidade na manhã desta quarta-feira também afirmaram à Tribuna não notar problemas no atendimento. Uma senhora de 63 anos, que preferiu não se identificar, explicou que os setores de radioterapia e quimioterapia estavam com atendimento normal, bem como o de ambulatório. Outros dois acompanhantes de pacientes também asseguraram que os serviços, como consulta com oncologistas, estariam ocorrendo comumente.
Uma reunião entre representantes da diretoria do hospital e dos médicos para avaliação de um possível acordo deve ocorrer na próxima sexta-feira (5), a pedido do advogado dos médicos.









