Revista coloca PT em novo escândalo
Brasília (AE) – Às vésperas do julgamento do mensalão, a Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu novo esquema de desvio de recursos no Banco do Nordeste (BNB), entre o fim de 2009 e o início de 2011. A auditoria, feita pela CGU e pelo banco, detectou fraudes de R$ 100 milhões na liberação de crédito para investimentos e para a compra de carros e máquinas. Segundo reportagem da revista Época, os recursos foram creditados para empresários ligados ao PT do Ceará. A suspeita é que dez militantes do PT Ceará estejam envolvidos no esquema ilegal. Conforme a auditoria, a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete do BNB, Robério Gress do Vale, recebeu R$ 12 milhões. Ele foi o quarto maior doador, pessoa física, da campanha de 2010 do deputado José Guimarães (PT), irmão do ex-presidente do PT José Genoino.
Época revela que, entre os nomes envolvidos, há pelo menos dez filiados do PT. O promotor do caso, Ricardo Rocha, foi enfático ao afirmar que vê grandes indícios de esquema de caixa 2 para campanhas eleitorais. Em entrevista ao Grupo Estado, Guimarães, que hoje é coordenador da bancada nordestina em Brasília, nega qualquer tráfego de influência no BNB e diz, ainda, revoltado com o envolvimento de seu nome com o suposto desvio, nem sequer conhecer de que acusação se trata. Já Robério Gress do Vale, chefe de gabinete do presidente do BNB, Jurandir Santiago, diz que não passam por ele processos de concessão de crédito e que não tem nenhum envolvimento no caso. Ele defende que o próprio BNB apure a denúncia e, se encontrar culpados, os puna.









