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Foliões se unem para doar sangue no Hemominas

Em época de carnaval a unidade chega a registrar até 40% de baixa nos estoques de sangue


Por Tribuna

19/02/2019 às 20h01

Com a programação de pré-carnaval em andamento, a campanha “Samba no pé e solidariedade na veia”, promovida pelo Programa Bem Comum da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Juiz de Fora, levou representantes de alguns dos blocos da cidade para doar sangue no Hemominas nessa terça-feira (19). A ação se dá em um momento de prevenção, já que a unidade chega a registrar até 40% de baixa nos estoques de sangue durante a folia momesca.

De acordo com a psicóloga e funcionária da captação do Hemominas, Déborah Carvalho, datas como essa demandam mais doadores porque há mais situações emergenciais. Ao mesmo tempo, há um esvaziamento dos agendamentos de doações, em função de viagens. Atualmente, a entidade atende 57 hospitais e 27 cidades. O ideal, para que o estoque estivesse sempre em condições favoráveis, seria que 160 pessoas doassem por dia, mas essa média é muito variável. “A queda no números de doadores só costuma ser sentida depois. Por isso, para nós é muito interessante que as pessoas venham antes desse período”, ressalta Déborah.

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Integrantes de blocos carnavalescos de Juiz de Fora doaram sangue no Hemominas nesta terça-feira (Foto: Marcelo Ribeiro)

Para ela, esse tipo de campanha contribui para que as pessoas tornem o ato algo rotineiro. “O brasileiro é muito solidário. Quando temos casos pontuais, como o de um paciente específico que precisa, muitos vêm doar. Mas, ao mesmo tempo, falta melhorar uma noção de cidadania, de saber que sempre precisamos do sangue, que ele é um remédio e que só se consegue sangue por meio da doação de uma pessoa para outra. Ainda não temos sangue sintético”, salienta. Ela ainda diz que essa é uma oportunidade de lembrar as pessoas da importância de doar, ao mesmo tempo em que desmistifica diversas situações relacionadas ao ato, formando novos doadores.

Perdendo o medo

É o caso de Márcia Tavares, uma das idealizadoras do grupo Guerreiras de Clara. “Sempre tive muita vontade de doar, mas sempre tive muito medo. Não podemos perder a oportunidade de ajudar o próximo. É uma maneira de motivar as pessoas.” Para a integrante do Batuquedelas, Jade Valentim, foi um incentivo para voltar a doar. “Eu doava em São Paulo. Fiquei três anos sem ir a um hemocentro. Depois que participamos do desfile do Bloco do Hemominas, eu fiquei motivada e vim. Sei que há muitos hospitais com estoque zerado e acredito que grupos que têm um coletivo legar precisam mesmo se mobilizar.”

Para doar é preciso ter entre 16 e 69 anos, estar com boa saúde, pesar mais que 50 quilos, não estar em jejum prolongado e apresentar documento de identidade com foto, entre outros critérios.

 

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