Aprovado relatório sobre crack
O relatório final dos trabalhos da Comissão Especial para o Enfrentamento do Crack da Assembleia de Minas, aprovado ontem, aponta para a incapacidade da rede atualmente implantada para prestar assistência aos usuários de crack no estado. O problema seria o aumento rápido e progressivo da demanda por tratamento nos últimos anos. O documento aborda ainda a necessidade de maior articulação da questão entre as diversas políticas públicas de setores como educação, saúde e assistência social. Foi colocada, por fim, a necessidade de maior aporte de recursos para implementação de ações e adoção de diferentes formas de tratamento para o usuário de drogas. O relatório segue agora para a Secretaria de Governo. Para o próximo ano, os deputados defendem a criação de uma comissão permanente de enfrentamento do crack na Assembleia para dar continuidade às discussões.
Membro efetivo da comissão especial, o deputado estadual Wilson Batista (PSD) considerou que, além da incapacidade da atual rede de assistência, questões como a reinserção social e as propostas de tratamento ainda geram discussões. É preciso criar mais centros de atendimento e tratamento, mas as ações de combate ao tráfico não podem sair do foco. Em relação ao trabalho da Assembleia, ele cita como avanço o Projeto de Lei 159/11, que institui a Política Estadual de Educação Preventiva e Atenção Integral ao Usuário de Drogas e está pronto para a ordem do dia no Plenário da ALMG, bem como emendas apresentadas pela comissão ao Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG), exercício 2013, pedindo o aumento de recursos previstos em ações já existentes naquele instrumento de planejamento direcionadas à atenção aos usuários de álcool e outras drogas.









