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Missionários da Arquidiocese se juntam a juiz-foranos em missão no Haiti

Arcebispo Dom Gil também está no país, de onde segue para o Panamá para participar da Jornada Mundial da Juventude


Por Tribuna

17/01/2019 às 17h51- Atualizada 17/01/2019 às 17h58

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(Foto: Divulgação/ Arquidiocese de Juiz de Fora)

O arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Moreira Antônio Moreira, e dois missionários da cidade estão em missão no Haiti. Eles integram a terceira etapa do projeto “Missão JF/Haiti“, coordenado pelo arcebispo, que faz sua segunda visita ao país. O trio fica em Porto Príncipe, capital do país, por dez dias. Eles farão trabalhos sociais com a população local. Além disso, é estudada a possibilidade da criação de uma base missionária da Arquidiocese na cidade.

Eles chegaram ao país no último dia 12. No sábado (19), Dom Gil embarca para o Panamá para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), marcada para acontecer entre os dias 22 a 27 deste mês. O primeiro grupo da cidade, com seis missionários, foi enviada ao país caribenho em julho de 2017. Em maio do ano passado, mais cinco pessoas embarcaram na missão.

Neste ano, além de Dom Gil, foram enviados o assessor do Conselho Missionário Diocesano (Comidi), Padre Leonardo Loures Valle, e o jovem missionário Yago Motta. Eles estão hospedados na residência dos Freis Franciscanos na Providência de Deus, que já realizam as ações no país. O arcebispo metropolitano ressaltou que a arquidiocese tem uma vocação missionária, e seu tema é: “Arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em missão”.

Na última segunda-feira (14), os missionários visitaram crianças haitianas que estudam no Institute Sacrè Coeur de Jèsus (Instituto Sagrado Coração de Jesus), em Porto Príncipe. Eles participaram também de uma missa na comunidade dos freis e das irmãs do Sagrado Coração de Jesus, e também foi feita uma visita à obra Missão Belém. O projeto, fundado pelo Padre Gianpietro Carraro em São Paulo, atende a 1.700 crianças e jovens haitianos de até 18 anos de idade, oferecendo alimentação, educação, cuidados médicos e instrução religiosa.

Ações da igreja

O local é administrado por seis voluntários e mantido por doações de brasileiros e italianos que apadrinham as crianças e contribuem mensalmente com R$ 50. “Essa missão é uma coisa maravilhosa, bênção de Deus. A situação de pobreza é tremenda causa dor. A gente vê cem mil pessoas habitando em cima de lixão e o cuidado que eles têm é da igreja”, disse Dom Gil Antônio Moreira

Para o padre Leonardo Loures, o que mais chamou a atenção foi a importância da igreja nas ações sociais. “Talvez, o terremoto que abalou, há oito anos atrás, tanto o país, foi uma maneira do mundo voltar o olhar para o Haiti. Ao conversar com os freis, ouvi que as dificuldades do país já existiam antes da catástrofe. Muitas obras surgiram para ajudar a nação a crescer e formando novas gerações. Tenho esperança que, no futuro, teremos um novo país e uma nova nação com os trabalhos que aqui acontecem, em especial da igreja. Ficou muito claro como a igreja é muito importante neste país as suas ações. A igreja está aqui muito presente fazendo milagres,”, disse o padre Leonardo Loures.