Andes defende manutenção de greve
Em greve há 78 dias, os professores das instituições federais de ensino superior seguem em rota de choque com o Governo federal. Após a reunião da última quarta-feira, onde os docentes foram representados por três entidades – a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Tecnológica (Sinasefe), o Ministério do Planejamento divulgou nota afirmando que a Proifes aceitou assinar acordo em que é assegurado reajuste aos professores, o que levaria ao fim do movimento. "O Proifes informou ao Governo que na consulta feita às suas bases, a maioria dos professores de 43 universidades e institutos federais decidiu que o acordo deve ser assinado."
De imediato, o Andes se posicionou contra o possível entendimento e considerou a atitude governista um desrespeito à categoria. Em texto republicado no site da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), a entidade reafirma seu posicionamento após consultas às bases. "Todas as assembleias votaram pela rejeição da proposta. No entanto, o Governo opta por assinar acordo com uma entidade que é sua parceira e que não tem representatividade junto à categoria", diz no documento Marinalva Oliveira, presidente do Andes, que reforça a continuidade do movimento grevista.
O entendimento da sindicalista é de que as assembleias de base serão as responsáveis por determinar os rumos da mobilização. "Esperamos que, até quarta-feira, todas as universidades paradas se manifestem", afirmou Marinalva. O sindicato representa 49 das 57 universidades em greve. Hoje, às 9h, os professores da rede federal de ensino lotados em Juiz de Fora se encontram na sede da Apes para debater o tema. No mesmo momento, os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também em greve, fazem assembleia na unidade do restaurante universitário, no Centro. De braços cruzados há 53 dias, os servidores tentam abrir negociações com o Governo federal.









