Plenário da Câmara vira palanque
No último dia de reunião ordinária da Câmara antes da entrada efetiva dos vereadores em campanha, a tribuna do Palácio Barbosa Lima acabou mais uma vez transformada em palanque. Os discurso mais polêmico foi do vereador Júlio Gasparette (PMDB), que há semanas vai endurecendo as críticas à Prefeitura e as cobranças pelo cumprimento das emendas parlamentares e pelas respostas aos pedidos dos parlamentares. As colocações do peemedebista na manhã de ontem, porém, desagradaram tanto representantes da base governista – que se sentiram incomodados por serem incluídos entre os que já se manifestaram contra à Administração – quanto da oposição – uma vez que Gasparette faz críticas a Wanderson Castelar (PT) e reclamou da calma de Flávio Cheker (PT) em função de ele ter pedido bom-senso na campanha.
O embate começou quando Cheker desejou boa sorte aos colegas e recomendou que ninguém se deixasse levar pelo excesso de confiança ou pela rivalidade exacerbada. "Recomendo bom-senso aos pares para que ninguém seja picado pela mosca azul e ache que já está eleito e nem seja pego pelo espírito de que temos que pisar uns nos pescoços dos outros. Falem de si, apresentem suas propostas. Não há necessidade de atacar ninguém nem fazer da política isso que o povo já pensa que ela é: uma forma de levar vantagem", aconselhou. Gasparette afirmou, porém, que é preciso apontar "o que o prefeito prometeu e não fez". "Nós, vereadores, não fizemos tudo o que povo gostaria e o Executivo muito menos. Está na hora de botar para fora muita coisa", enfatizou. "Agora que está chegando a eleição, asfaltou meia dúzia de ruas… Agora tem R$ 16 milhões para fazer pontes e viadutos", acrescentou, dizendo que, embora costume sempre dar nota dez para os pronunciamentos de Cheker, dessa vez daria nota nove.
O petista rebateu. "Já há algumas semanas o senhor tem deslocado o discurso do palanque para esta tribuna, o que não é bom. E isso acontece desde que Vossa Excelência abraça uma campanha ao Executivo, o que também não é bom. O fato de pregarmos bom-senso não quer dizer que não sejamos críticos." O vereador Rodrigo Mattos (PSDB) também retrucou: "Seu pronunciamento (de Gasparette) conseguiu desagradar a todos os ideais partidários, do PSDB ao PT. Sempre lhe tratei com respeito, o prefeito também, e o senhor foi desrespeitoso. Faça uma reflexão, ande mais, veja o que a Prefeitura está fazendo e manere nas críticas, porque às vezes elas são duras demais."








