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Contorno ferroviário é impossível em quatro anos, diz Bruno


Por Ricardo Miranda

29/10/2012 às 18h34

Candidato Bruno Siqueira (PMDB) na Rádio Solar

Candidato Bruno Siqueira (PMDB) na Rádio Solar

A transposição do tráfego de trens de carga para fora da área urbana de Juiz de Fora por meio de um contorno ferroviário não será obra para ser realizar em quatro anos. A avaliação é do candidato a prefeito Bruno Siqueira (PMDB), para quem os recursos para uma empreitada desse porte devem ser buscados juntos aos governos estadual e federal. "O PMDB tem bancadas fortes no Senado, na Câmara e na Assembleia de Minas, o que vai facilitar nosso acesso aos recursos necessários para essa e outras obras." Nesse sentido, ele lembrou que, por conta das ausências de concorrentes peemedebistas em Belo Horizonte e Uberlândia, sua candidatura tornou-se prioridade para os diretórios nacional e estadual do PMDB. "Todos estão trabalhando conosco." Bruno encerrou ontem (27) a série de sabatinas com os candidatos à Prefeitura promovida pela Rádio Solar AM. Ele foi entrevistado pelo apresentador do programa Rádio Vivo, Marcelo Juliane, e pelos repórteres Ricardo Miranda e Maurício Oliveira.

Como tem feito em seu programa eleitoral no rádio e na TV, o peemedebista atacou a atual gestão do prefeito Custódio Mattos (PSDB) em diversas ocasiões. Para ele, "a Administração peca por não ouvir a população". Sua avaliação foi feita após relatar que uma moradora disse, em seu programa na TV, que o Demlurb não passava em sua rua há três anos. Na propaganda tucana que foi ao ar na última quarta-feira, aparece outro morador da mesma rua falando que a coleta de lixo é regular. "Mas a dona Maria não estava falando da coleta de lixo. O Demlurb tem como atribuições também fazer capina e varrição. Era disso que ela estava falando." Em outra investida, Bruno, ao ser questionado quanto à continuidade das obras viárias, citou o atraso para o início das intervenções. "A promessa foi feita há quatro anos, mas as obras estão apenas começando. O dinheiro do Governo do estado veio, mas foi investido em outras benfeitorias."

Embora de forma menos velada, o peemedebista também criticou a concorrente Margarida Salomão (PT). Ele cobrou transparência em relação à prestação de contas, citando sua passagem pela Presidência da Câmara de Juiz de Fora como exemplo. Depois, em outra ocasião, elogiou o atual reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Henrique Duque, como o dirigente que "realmente revolucionou" a instituição, que teve a petista à sua frente no período de 1998 a 2006. Bruno evitou polemizar com o ex-prefeito Tarcísio Delgado (sem partido), com quem duelou no período pré-eleitoral dentro do PMDB. Questionado sobre a situação atual da legenda, ele limitou-se a dizer que, aquele que não está ao seu lado, deixou o partido.

No campo das propostas, o candidato tratou da necessidade de encontrar uma solução para o cumprimento da Lei do Piso. Para isso, prometeu buscar mais recursos junto ao Governo federal e reduzir os cargos comissionados na Secretaria de Educação. Na saúde, reafirmou o compromisso de abrir concursos públicos para contratação de médicos e finalizar as obras do novo Hospital de Urgência e Emergência. Quanto ao modelo de gestão das UPA’s, hoje em parceria com a iniciativa privada, Bruno disse que vai discutir a situação com os interessados, caso seja eleito. Por fim, quando questionado quanto sua falta de experiência executiva, pelo fato de ter sido parlamentar por três mandatos, o candidato disse que administrar a Câmara Municipal é tarefa executiva, uma vez que o orçamento do Legislativo de Juiz de Fora é superior ao da maioria dos municípios da região.