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Candidatos aumentam o tom no horário eleitoral


Por Fernanda Sanglard

30/10/2012 às 17h24

A 20 dias das eleições, a campanha e os programas eleitorais dos candidatos à Prefeitura seguem por nova trilha, especialmente diante dos números da pesquisa Ibope divulgada no último sábado pela Tribuna e pela TV Integração. Considerada morna até o momento, a expectativa é que a disputa comece a ficar inflamada nesta reta final. Nesse sentido, os programas na televisão e no rádio dos três candidatos que lideram o levantamento inauguram a ideia de ruptura com o que foi visto até aqui. Na TV, Bruno Siqueira (PMDB) investiu no plano de governo apresentado no fim de semana e privilegiou as críticas à atual Administração. Custódio Mattos (PSDB) inaugurou o "Fala aí Custódio", quadro que exibe um bate-papo entre o prefeito e convidados. Margarida Salomão (PT) dedicou todo o horário da TV para apresentar e destrinchar seu programa de governo. A alternativa também serve para evitar as críticas recebidas no último pleito municipal, por não ter apresentado um plano formatado.

Mesmo que na noite de ontem nenhum programa na TV tenha mencionado o resultado das pesquisas, a percepção é de que, ainda sob efeito da divulgação, a luta entre Bruno e Custódio – respectivamente com 24% e 20% das intenções de voto – é travada no sentido de decidir quem irá para o segundo turno. Já o objetivo de Margarida Salomão (PT) – que figura com 34% – é aumentar a distância dos concorrentes. Para isso, a petista também não vem poupando alfinetadas nos adversários e chegou a admitir, no lançamento do programa de governo, que, a partir de agora, não há como evitar provocações.

Se na primeira metade do período de campanha na TV foram privilegiadas as críticas à situação do município e a exibição de realizações dos últimos três anos, o cenário agora é outro. Os candidatos apostam em observações mais duras e diretas. Custódio ressalta o discurso que privilegia "maturidade, conhecimento e experiência", numa tentativa de descredenciar, principalmente, a jovial candidatura de Bruno. O peemedebista também foi acusado indiretamente de "literalmente reproduzir" em seu plano de governo a proposta da internet popular, que Custódio defende ser ideia tucana. Já Bruno tem enfatizado mais o tom de desaprovação das ações de Custódio. "Prometeram um hospital de urgência e emergência que ficaria pronto em dois anos", alfineta o deputado, que também diz ser uma "vergonha" um candidato prometer mergulhões, pontes e viadutos e "não fazer nada".

Margarida dirige críticas aos dois concorrentes, mas, como os indícios são de uma disputa mais acirrada com Bruno do que com Custódio no segundo turno, o peemedebista transformou-se no alvo prioritário. No programa de rádio petista foi dado espaço para que o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Amarildo Romanazzi, fizesse severas observações contra Bruno: "O Bruno é um candidato que foi feito dentro da política. Ele é filho do Marcello Siqueira e subiu há quatro anos atrás no palanque do Custódio Mattos, pedindo voto para o Custódio Mattos. Foi vereador, foi presidente da Câmara e nada fez. Agora ele volta e quer passar como novo, mas não é novo. Três mandados como vereador, dois anos como deputado. Que novo é esse?"