SUBIDA NO RANKING


Por Tribuna

27/12/2011 às 07h00

Antes mesmo de os balanços serem fechados, uma boa notícia chegou ontem aos brasileiros. De acordo com pesquisas publicadas pelos principais jornais britânicos, o Brasil ultrapassou o Reino Unido e conquistou o posto de sexta maior economia do mundo. É a primeira vez que o país europeu fica atrás de uma nação sul-americana, destaca o "Daily Mail". O CEO do Centro de Economia e Pesquisa de Negócios, consultoria responsável pela pesquisa, Douglas McWillians, disse tratar-se de um fenômeno novo.

Na avaliação dos próprios britânicos, o Brasil tem uma variedade de recursos naturais para contar, enquanto a Europa – e a Inglaterra não é exceção – vive os problemas enfrentados pelo euro, embora o país não tenha aderido à moeda, preferindo continuar com a libra esterlina. "O poder de penetração do Brasil como um todo ultrapassou a Grã-Bretanha por causa do enorme potencial econômico das pessoas que ali vivem", disse ao jornal o ex-conselheiro de política econômica do governo britânico, Peter Slowe.

Vencida a etapa da boa notícia, é necessário colocar os pés no chão e avaliar o que pode ser retirado como dado para o futuro. Um deles é o próprio mercado de trabalho, em curva ascendente, mas cada vez mais seletivo. O país começou a crescer por uma série de fatores, mas também quando o setor produtivo passou a apostar na qualificação de seus quadros. Por isso, investir nos cursos superiores não deve ser a única alternativa quando o que mais se pede são técnicos especializados.

Veio, pois, em boa hora, matéria divulgada pela Tribuna, na edição de domingo, apontando a disputa por bons profissionais, não necessariamente com curso superior, mas aptos a exercer funções cada vez mais estratégicas no mercado. Este, aliás, é um gargalo a ser levado em conta, pois o que mais falta, hoje, é mão de obra especializada e em várias frentes.