DESAFIO COLETIVO


Por Tribuna

25/08/2013 às 07h00

Usuários de drogas, como o crack, quando se aprofundam no vício e mergulham nas cracolândias, tornam-se pessoas que chegaram ao seu limite e carentes de atendimento em programas próprios, alguns deles já em execução em Juiz de Fora. São migrantes urbanos que trocam de guetos de acordo com as necessidades. No início da semana, a Tribuna denunciou um espaço de consumo na Rua Benjamin Constant com a Calil Ahouagi, já demolido pela Prefeitura, e apontou, na edição de sexta-feira, a existência de lugar semelhante no Bairro Poço Rico. Este, pelas próprias circunstâncias, também deve ir abaixo nos próximos dias.

Pelo país afora, as cracolândias tornaram-se um desafio para as administrações públicas por conta de sua mobilidade, ora numa região, ora em outros pontos das cidades. No entanto, mais do que locais de consumo, servem também para o tráfico e a prostituição, situação que leva insegurança para seu entorno, já que, na ausência de meios para se prover, muitos usuários praticam pequenos furtos, recolhendo o que encontram pela frente.

No caso de Juiz de Fora, a identificação da cracolândia foi rápida, e a tomada de providências também, mas é preciso ficar atento, a fim de evitar que outros pontos também se tornem foco do mesmo problema. Ao mesmo tempo, e a despeito da resistência dos usuários, é necessário insistir na sua transferência para entidades assistenciais. No cômputo final, eles também são vítimas, vivendo um dia atrás do outro por conta das próprias circunstâncias.