PROBLEMA DE TODOS
Fevereiro ainda não terminou, e Juiz de Fora já contabiliza 25 homicídios. Estatística perversa, considerando que, no mesmo mês em 2012, foram sete assassinatos. O número já representa um quarto dos homicídios de todo o ano passado, quando foram registrados 99 crimes fatais, que, por sua vez, já foi quase o dobro de 2011. Só esta semana, ocorreram dois assassinatos em um intervalo de dez horas: uma das vítimas, moradora da Vila Olavo Costa, onde morreu, e a outra, um homem de classe média alta residente no Centro, cujo corpo foi encontrado no Bairro Náutico.
O empenho das polícias Civil e Militar na investigação dos crimes e na prevenção dos mesmos, respectivamente, é inegável, porém não tem sido suficiente para frear a escalada da violência. Sabemos que ambas as instituições trabalham à beira do esgotamento, levando em conta o efetivo há muito defasado para o porte de Juiz de Fora.
Segurança pública é dever do Estado, que vem sendo constantemente cobrado em todas as frentes e por todas as esferas de poder para a tomada imediata de medidas efetivas para conter o crescimento alarmante da criminalidade em Juiz de Fora. Conseguimos, depois de muita insistência, um acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social, para o monitoramento da área comercial por câmeras, por meio do programa Olho vivo. Com o agravamento das estatísticas de homicídios, torna-se crucial sensibilizar o Governo estadual para a implementação do Fica vivo, programa voltado para o afastamento dos jovens da violência.
O Executivo municipal, embora não seja responsável direto pela segurança pública, também tem que cumprir o seu papel. A falência social é uma realidade que só pode ser modificada com o implemento de políticas públicas de educação, saúde, combate às drogas, criação de empregos e assistência social. A sociedade, por sua vez, também precisa se comprometer na busca de respostas para uma questão tão séria. O problema é de todos nós.











