MÚTUA DEPENDÊNCIA
Na fase final da campanha eleitoral de 2002, em evento na Associação Comercial, o então governador Itamar Franco disse ao seu candidato, Aécio Neves, que as únicas duas demandas que gostaria de ver concluídas na região eram o Aeroporto Regional, entre as cidades de Goianá e Rio Novo, e o Expominas, na BR-040. O futuro governador se comprometeu, cumpriu a palavra, mas, a despeito de ter governado por oito anos, não chegou a concluir definitivamente os dois empreendimentos. As obras continuam. O terminal depende de detalhes, como a retirada de um morro para operação industrial e de uma via segura e duplicada de acesso; enquanto o centro de convenções, já pronto, passa pela já prevista carência de eventos, própria da fase inicial de estruturas de tal porte.
A decisão da Prefeitura de atuar como indutora, como anunciou o prefeito Custódio Mattos, é bem-vinda, uma vez que, apesar de haver um determinado prazo para o Expominas pegar, não se pode acomodar deixando a mudança por conta do próprio tempo. Os argumentos iniciais de que havia dificuldades de comunicação e transmissão de dados já foram superados, restando, pois, aos gestores, o papel de irem à luta em busca de eventos.
Itamar, ao decidir construir o Expominas e o Aeroporto ao mesmo tempo, argumentava que um dependia do outro, e tinha razão, daí a importância de ações como as anunciadas pela Municipalidade, já que o Aeroporto Regional, mesmo com as dificuldades que ainda enfrenta, já está em operação, e o da Serrinha, salvo os recorrentes problemas de visibilidade, é plenamente viável. O Expominas, agora, depende única e exclusivamente de demandas, já que os principais empecilhos foram removidos.
Com uma localização privilegiada, por estar entre três das principais capitais do país, Juiz de Fora tem que se mostrar como um polo capaz de acolher seminários e qualquer outro tipo de evento de grande ou médio porte no seu centro de convenções. Rio, Belo Horizonte e São Paulo, de uma certa forma, estão saturados, e suas salas, comprometidas pelo calendário. A entrada da Municipalidade no processo de indução é estratégica, porque, mesmo com toda a boa vontade, a agenda que foi anunciada pela Codemig, ainda na inauguração, não se consolidou, salvo as exceções.










