ESPAÇO PÚBLICO


Por Tribuna

17/11/2012 às 07h00

É difícil entender o que se passa pela cabeça de alguém que quebra equipamentos em espaços públicos ou que compromete sua estética com pichações. Esta semana, a Tribuna apontou as duas situações: vários pontos de ônibus com vidro quebrado – e não se trata de um vidro que quebra facilmente – e imóveis públicos e privados sujos por pichações que não têm, sequer, qualquer viés artístico, sendo mero desejo de sujar, numa ação típica de quem busca um reconhecimento que não merece, pois o que se vê é puro desrespeito para com a própria população. A Rua Santo Antônio, por exemplo, tornou-se um corredor de problemas tal a ação implementada nos últimos dias. O abuso chegou ao ponto de um vândalo invadir a garagem de uma delegacia de polícia. E não era um posto comum, que poderia estar fechado à noite. Tratava-se da sede da 1ª Delegacia de Polícia Civil, em São Mateus.

Com uma legislação precária, que considera tal delito apenas crime ambiental, a cidade precisa discutir o problema com a própria comunidade, porque tal questão se assemelha mais a uma demanda de educação do que de repressão. Há espaços que até incentivam o grafite, mas a sujeira espalhada pela cidade não têm qualquer conteúdo nesse sentido. Os moradores se indignam, e com razão, por conta do gesto que não contém sentido algum. Nem mesmo de protesto.

Não é de hoje que os espaços são comprometidos por gestos insanos. Além das pichações e dos pontos de ônibus, outros locais são sistematicamente atacados, como telefones públicos e cestas de lixo. É comum vê-los quebrados, comprometendo o uso da comunidade. Embora o celular seja uma rotina, ainda há quem use os orelhões, sobretudo em regiões mais carentes. A ação dos vândalos é tão frequente que as próprias empresas já colocam o dano nas suas contas, certas de que os equipamentos não ficarão imunes.