PASSAR DO TEMPO
Quando o então prefeito Francisco Mello Reis lançou o projeto da Cidade Alta, ainda no final dos anos 1970, a proposta não era apenas a ocupação ordenada da região. No pacote elaborado pelo recém-criado Instituto de Pesquisa e Planejamento (Ipplan), na gestão do arquiteto José Roberto dos Reis Saleh, havia a projeção de vias de acesso, como a própria BR-440, que, naquele tempo, não teria impedimentos de descer pelos bairros Borboleta e Vale do Ipê, algo hoje inviável pela ocupação imobiliária.
A discussão sobre a construção de uma via para contornar o Campus da UFJF, hoje um acesso público, chega com um longo atraso. Inaugurada no início dos anos 1960, a universidade tornou-se ponto de passagem para 70% dos veículos com destino à Cidade Alta. Apenas 30%, de acordo com estudos, fazem dela a rota final. Como apontam os usuários e os próprios estudantes, os engarrafamentos são um transtorno de mobilidade e também para os alunos, já que os impacientes usam a buzina dos veículos sem parcimônia, mesmo sabendo onde se encontram.
A construção do contorno, pois, tornou-se uma prioridade e um desafio. Com o número crescente de carros nas ruas, se nada for feito, chegará uma hora em que a passagem pelo campus será paralisada pela demanda, algo impensável para um espaço de estudo e lazer. Ademais, haverá um tempo em que a possibilidade de um novo local também ficará inviabilizada pela ocupação urbana, que, naquela região, é bem mais rápida do que em outros pontos da cidade.











