DEMANDA LOCAL
Na conversa que terá com o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, na segunda-feira, em Belo Horizonte, o prefeito Bruno Siqueira irá levar não apenas números do efetivo policial de Juiz de Fora – como a Tribuna apresentou na edição de ontem – mas também outras demandas que estão na ordem do dia. Vários programas de segurança estão sendo protelados, repassando para a população a sensação de insegurança que tanto incomoda as autoridades.
Não basta colocar a responsabilidade exclusiva sobre agentes públicos, como policiais militares ou civis, e até mesmo Corpo de Bombeiros, se não forem implementadas ações de estado envolvendo programas efetivos em defesa da população. O jornal volta a insistir na questão de adiamento de projetos como o Olho vivo, que já teve sua data de instalação remarcada, pelo menos, por duas vezes, e agora não se sabe, de fato, quando entrará em funcionamento. A Sedes marcou para o início do ano que vem, mas trata-se de um dado vago, já que todos os procedimentos anteriores já teriam sido executados.
A questão do efetivo de policiais não é um problema exclusivo de Juiz de Fora, mas não há espaço para silêncio quando o resultado está nos próprios dados e nas consequências: o número de homicídios cresceu em relação ao do ano passado, e a própria tropa vive o estresse permanente de trabalho dobrado. Como o jornal apontou, os agentes públicos – militares e civis – estão sobrecarregados. Todos, pois, estão sendo vítimas de um processo que deve ser resolvido pela instância política e de poder.











