OLHAR À FRENTE


Por Tribuna

01/01/2012 às 07h00

A globalização tem suas, e muitas, virtudes, pois encolheu o planeta e facilitou o acesso a bens e serviços antes destinados apenas ao chamado primeiro mundo. A informação migra em tempo real, e a conectividade amplia os contatos interpessoais e de empresas. É, de fato, um novo tempo, mas que traz consigo também os seus custos. A crise do euro, uma das maiores da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, não se restringe ao continente, mesmo estando lá as suas maiores consequências. O mercado reage a qualquer evento e não é indiferente à crise do Velho Mundo. Por isso, traçar perspectivas não é um ato tão simples como em outros tempos, quando as economias dos estados nacionais tinham plena autonomia. Na edição de hoje, a Tribuna tenta olhar à frente, buscando nos especialistas opiniões que possam marcar 2012. Mas até neles encontrou cautela, para não dizer insegurança. Os raciocínios usam a lógica para se aproximarem da realidade, traçando diversos cenários para uma melhor conclusão.

Ao fim de cada ano, a mídia apresenta a retrospectiva, relatando os principais fatos do período findo, não só para retomar discussões, mas também para apontar para o que deu ou não certo. A Tribuna, desta vez, optou pela Perspectiva, sobretudo em função de várias ações que vão se desenrolar este ano, a começar pelas eleições municipais, cujo perfil é totalmente diferente dos pleitos nacionais, nos quais o interesse é maior, mas sem a paixão da arena local. Aqui, as demandas são cobradas diretamente dos atores políticos, como os vereadores e prefeitos. Os analistas traçaram várias situações, mas são consensuais em admitir que a cidade vive um momento importante na sua política, pois concilia líderes, com carreiras consolidadas, com agentes que entram pela primeira vez na fila da sucessão.

Juiz de Fora é uma cidade estratégica para Minas em diversas instâncias: na política, pela capacidade de seu povo e pela dimensão do seu colégio eleitoral; na economia, por ser uma das portas de entrada do estado e por liderar a Zona da Mata; na cultura e no esporte, também são fortes suas marcas. A discussão, agora, é saber como esses segmentos vão se comportar em 2012. Não houve adivinhações, mas avaliações diante do que já está em curso e do que é possível acontecer.