VIAS DE ACESSO
O caos no trânsito no acesso à Cidade Alta pelo Campus da Universidade, fruto de sinais instalados em caráter experimental, e já temporariamente desativados, dá margem para se retomar uma discussão que não deveria ter saído da agenda do Executivo e que esteve ausente na campanha eleitoral deste ano: a construção de uma via alternativa para tirar o movimento de carros de dentro da unidade escolar. O volume de veículos no campus é um contrassenso, sobretudo por tratar-se de um espaço público que, pelo uso, tornou-se uma via comum. É uma experiência única que carece de solução, pois a tendência, se nada for feito, é de crescimento do fluxo de veículos, ampliando os riscos para os milhares de alunos que transitam na região. Há pré-projetos, mas todas as tentativas de discussão deram em nada, mas não dá mais para esperar.
A Cidade Alta, uma das regiões mais valorizadas de Juiz de Fora, tem um crescimento constante, que traz junto a demanda de transportes coletivo e particular. Como via de ligação entre a região e a Zona Sul, o campus tornou-se caminho único, quando já deveria estar em curso um novo trecho. Com o adensamento cada vez mais acelerado, até mesmo essa via corre o risco de esbarrar em desapropriações cada vez mais caras se não houver pressa na sua criação. Chegará um momento que, em nome da segurança de alunos, professores e servidores, a Universidade vai se ver no direito de impor restrições, não apenas com os obstáculos, que foram alternativas de redução de velocidade.
Como as demais metrópoles, Juiz de Fora enfrenta o drama da mobilidade, que demanda recursos cada vez maiores para, pelo menos, ser minimizada.Por isso, a necessidade de a próxima administração, mesmo não tendo o tema como prioridade, abrir espaço para discussão, já que se trata de uma questão inevitável.










