FIM DO SONHO


Por Tribuna

23/10/2012 às 08h00

Ao perder para o Oeste, no último sábado, por 1 a 0, no Estádio Mário Helênio, o Tupi não sofreu apenas mais uma derrota, mas, também, – e principalmente – consolidou o seu rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro, a mesma que venceu no ano passado, numa final épica contra o Santa Cruz, em Recife. As perguntas que começam a ser feitas passam naturalmente pela busca das causas a fim de justificar uma performance tão tímida para um clube que conquistou o seu principal título há menos de um ano.

A primeira leitura, e certamente haverá outras, passa pela avaliação equivocada da nova competição. Dirigentes, comissão técnica e jogadores teriam subestimado a Série C, considerando ser apenas uma continuação da D, que tinha sido vencida com todos os méritos pelo Galo de Juiz de Fora. Este, certamente, foi o primeiro erro. Embora a tabela tenha conspirado a favor, o clube não fez a sua parte, sobretudo nos jogos em Juiz de Fora, onde perdeu vários pontos.

A desclassificação, de fato, é um retrocesso, sobretudo para um clube que tanto se esforçou para participar de um campeonato nacional, mas, da mesma forma que chegou lá, é possível retornar, desde que corrija os erros e se estruture para uma jornada que não é a mesma dos campeonatos estaduais. Os campeonatos nacionais começam a ser vencidos fora dos gramados, com a elaboração de sólidas estruturas para uma competição de tão longa duração. Além do elenco, é preciso investir na estratégia e na comissão técnica. O Tupi teve várias.

O time mudou muito: trocou treinadores e fez todas as tentativas, mas, a maioria delas, fruto mais de reação do que de inspiração. Se mantiver o projeto de disputar a Série D, prevista para o ano que vem, terá que fazer uma nova leitura da competição. Mesmo que não repita o feito de 2011, há a possibilidade de classificar de novo. Não será uma jornada simples, mas é possível voltar para o lugar do qual não deveria ter saído.