PRIMEIRA ETAPA


Por Tribuna

23/10/2011 às 08h00

Falta pouco menos de um ano para as eleições municipais, mas o jogo eleitoral já está sendo jogado pelas legendas, como a Tribuna tem revelado em diversas matérias, atestadas pelos próprios políticos em suas movimentações. Até a semana passada, a questão central era a formação de quadros, com a migração de pré-candidatos a vereador de acordo com suas conveniências eleitorais. Agora, o que se coloca em jogo é o modo como será desenvolvido o processo de caça aos votos. Oficialmente não se pode pedir votos, mas os entendimentos já estão em curso, fruto da máxima de não se dar margem para o adversário. Por isso, mesmo faltando relativo tempo para o confronto das urnas, a sucessão já está nas ruas.

O momento mais esperado, porém, é o de definição dos candidatos majoritários, pois acabam sendo âncoras das legendas. Os nomes já estão sendo colocados na mesa, mas ainda não dá para dizer em que cenário será desenvolvido o embate, sobretudo por eventuais alianças que poderão ocorrer. O fato comum é que ninguém tem dados reais sobre as possibilidades de cada um, embora as pesquisas iniciais já antecipem tendências. Mas é preciso prudência. O que há, hoje, são rasas intenções de voto, muitas delas forjadas no pleito anterior; e outras, em descontentamentos ou expectativas.

Juiz de Fora é uma cidade de muitos desafios, e o que se espera dos candidatos é uma avaliação crítica do que deve ser feito e como poderão levar adiante suas ideias. Prender-se a estereótipos com tamanha antecedência pode ser um problema, já que boa parte dos discursos é sedimentada em impressões ou pré-conceitos. É comum, por exemplo, falar-se – quando em pleitos nacionais – na importância do voto local, a fim de garantir eficácia nos projetos da região. Na disputa municipal, a palavra recorrente é o povo quer mudanças ou o novo.

Pode até ser, mas o que mais se espera é eficiência, pois não bastam tais ilações para definir o voto. O eleitor está bem mais esperto que os políticos, embora a impressão passada seja de que, depois de eleitos, estes passem a perna em seus patronos nas urnas.